Provados & Classificados 77/78

Porto Krohn Colheita 1968
Distinção, excelência e nobreza cativou Paris

Hoje em dia, em tempo de crise, o mercado é o alvo fundamental da actividade comercial e a visibilidade dum vinho a nível global, é um objectivo primordial.

Texto: Bento de Carvalho

Dum modo geral, a visibilidade dum vinho, procura-se, actualmente na presença em certames vitivinícolas, visitas às empresas, às regiões vinícolas, provas e publicações de artigos na comunicação social, etc…, e na conquista de prémios nos concursos internacionais de vinhos.
A conquista de prémios em concursos internacionais de vinhos, é o reconhecimento do elevado nível qualitativo do su potencial organoleptico, o que lhe dá reputação e prestígio, o que lhe permite grande visibilidade no mercado global.
Na 15ª Edição da “Vinalies Internationales” 2009 que se realizou em Paris de 27 de Fevreiro a 3 de Março de 2009, onde estiveram presentes 3034 vinhos provenientes de 41 países, o Porto Krohn Colheita 1968 da Wiese & Krohn Suc. Lda., ganhou uma “Vinalies” de ouro e foi-lhe atribuido o “Trophée Vinalies Internationales” da categoria de vinhos licorosos, por ter sido o vinho melhor pontuado nesta categoria, o que exprime bem a distinção, excelência e nobreza das suas características organolepticas.
A empresa Wiese & Krohn, criadora do Porto Krohn 1968, foi fundada em 1865 por dois jovens noruegueses, Theodor Wiese e Dankert Krohn, uma muito pequena empresa direccionada para os mercados escandinavos e para o mercado alemão.
Em 1880, Theodor Wiese decidiu vender a sua quota a Dankert Krohn, continuando, embora, a trabalhar para a firma como agente comercial na Noruega. Graças ao seu excelente trabalho, as vendas aumentaram significativamente e a firma iniciou, então, um peíodo de franco progresso económico.
Por morte de Dankert Krohn em 1906, o negócio prosseguiu, tendo como sócios, para além da viúva e irmãs do fundador, os Snrs. Gomes Figueiredo e Edmundo Arnsby, sendo o primeiro guarda-livros e o segundo um gerente inglês, tendo ambos sido admitidos como funcionários no tempo de Dankert Krohn. Durante este período, a firma alargou a sua actividade a outros mercados, designidamente, a França, a Bélgica e a Holanda. o Snr. Gomes Figueiredo reformou-se em 1921, altura em que Edmundo Arnsby adquiriu a quota da família Krohn e passou a ter como sócios o seu irmão Frederico, um experiente provador de vinhos do Porto vindo da Casa Croft e Edmundo Falcão Carneiro, que estava a trabalhar na firma desde 1910 na área das exportações. Edmundo Arnsby faleceu em 1933 e o seu irmão Frederico reformou-se quatro anos depois. Edmundo Falcão Carneiro adquiriu, então, as quotas dos dois dando, assim, origem a uma companhia de Vinhos do Porto integralmente portuguesa e que continua a sua actividade, mantendo o nome dos seus dois fundadores. Hoje em dia é a terceira geração da família Falcão Carneiro quem administra a firma independente e de natureza familiar.
A empresa possui a Quinta do Retiro Novo, oficialmente classificada com a letra A, a mais alta classificação atribuída às quintas que se salientam pela excelência das suas vinhas, e os vinhos criados no Douro são depois transportados para os armazéns que a ampresa possui em Vila Nova de Gaia onde vão envelhecendo lentamente sob temperatura amena.
Do generoso e excelente vinho Porto Krohn colheita 1968, existem cerca de 5900 garrafas e o seu preço de venda ao público é de 110,00 euros a garrafa.
Felicitamos a adminstração da empresa, os enologos criadores deste magnífico vinho e a região, por terem prestigiado internacionalmente o bom nome de Portugal e pelos agradáveis momentos de prazer que ele proporciona.