Mercado do Vinho:
A crescer e cada vez mais exigente

Segundo dados da associação interprofissional promotora dos néctares nacionais ViniPortugal, o mercado do vinho no nosso país está em expansão. Portugal produz cerca de 7,5 milhões de hectolitros, exportando mais de 30% da produção e, tal como apurou a AC Nielsen, internamente, o acréscimo comercial deve-se ao maior número de vendas em super e hipermercados.
Apesar da crise, houve um aumento de 6,4% no consumo de vinhos tranquilos, o que eleva o valor deste sector em termos de mercado nacional para os 510 milhões de euros, sendo que 377 milhões dizem respeito a vinhos de qualidade, o que traduz um incremento nesta categoria de 4%. Para comprar vinhos de qualidade os portugueses optam pelas superfícies comerciais em vez de os consumirem em restaurantes, cafés ou snacks, onde o consumo diminuiu 8,5% em volume e 3% em valor.
Colocando o valor global do sector acima dos 760 milhões de euros, em 2008 as exportações superaram os 253 milhões de euros (mais 2,2% face a 2007) e, para tal, muito têm contribuído os produtores e distribuidores, lutando pela afirmação da qualidade do nosso vinho em países terceiros.
As denominações de origem das diferentes regiões reinventam-se ganhando cada vez mais peso, modernizam-se sistemas de produção introduzindo novas tecnologias, formas de vinificação e apurando técnicas, editam-se produtos que cruzam castas nacionais e estrangeiras tendo em vista uma maior visibilidade e interesse e, acima de tudo, luta-se por entrar em novos mercados, emergentes e expectantes, principalmente através de acções promocionais e participação em certames a nível mundial.
Ainda assim, ter boa tecnologia, uma equipa motivada e vinho de qualidade não é suficiente. Com elevados custos de produção, os portugueses têm de aprender que a melhor arma para vencer, aqui ou além fronteiras, está no ponto de venda, ou não estivesse o consumidor de vinho cada vez mais informado, atento, sensível e exigente no que toca à promoção e divulgação duma marca.