Edição 77/78

Vinhos do Tejo personalidade e raça

No Ribatejo não são só touros e cavalos que têm raça. Os vinhos do Tejo, como agora (15 anos depois) voltam a ser designados, são néctares de forte personalidade, veemente marcada pelo principal rio português – o Tagus – que, no coração do país, modela a Lezíria, com as suas extensas planícies, o Bairro, de solos ondulados irregulares, e a Charneca, de areia fértil e proveitosa.
A vinha está presente em quase toda a província e, ao que consta, já D. Afonso Henriques apreciava estes vinhos, de acordo com o testemunho deixado no foral da cidade de Santarém, em 1170. Porém, ao longo dos vários percursos enoturísticos, é possível desvendar pelo menos 2000 anos de vitivinicultura, que levaram à consagração da região produtora, dentro e fora de fronteiras.
E como entraves e barreiras é o que parece não terem os vinhos do Tejo, partimos em busca dos seus principais defensores, mulheres e homens dedicados, mas acima de tudo apaixonados… pelo que fazem, pelo que dão a fazer e positivos acerca do futuro do país…
Noutras regiões vititícolas portuguesas as vontades também não cessam, e assim assistimos ao nascimento dum novo produtor e à inauguração duma nova adega no alto Alentejo, partilhamos das alegrias na entrega de prémios de diversos certames e provámos néctares de diferentes proveniências. O Dia do Vinho, celebrado um pouco por todo o país, também nos encheu de orgulho, pois é bom ver o vinho no meio das pessoas, e as pessoas no centro dele…

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