You are currently browsing the tag archive for the ‘vinícola’ tag.

Um ano excepcional, apesar da quebra na produção

A colheita de 2008 promete deixar uma herança de vinhos memoráveis. Quem o diz são enólogos das diferentes regiões vinícolas, que não hesitam em falar de um ano de qualidade excepcional

Os vinhos produzidos em Portugal no ano de 2008 apresentam um alto nível de qualidade, que superou mesmo as melhores expectativas dos produtores, segundo anunciou a ViniPortugal, depois de ter consultado enólogos ligados às diversas regiões vitivinícolas nacionais.
Para a elevada qualidade contribuiu grandemente a estabilidade climática verificada na altura da colheita, que proporcionou vinhos “de um modo geral equilibrados, muito concentrados na cor e nos aromas, com frescura e grande potencial de envelhecimento”.
Por outro lado, confirmaram-se as previsões de que, em termos de quantidade, a produção decresceu relativamente ao ano passado.
Na região dos vinhos verdes, a quebra da produção cifrou-se entre os 5 e os 10%, segundo o enólogo Manuel Soares, da Aveleda. Mas, no que toca à qualidade, 2008 foi “um ano surpreendentemente muito bom”, já que os vinhos se apresentam “muito equilibrados, frutados, frescos e elegantes”.
Na Bairrada, efectuou-se “uma colheita de grande qualidade para todos os tipos de vinho”, de acordo com o balanço de Luís Pato. “A vindima de 2008 foi excelente em qualidade para os brancos e vinhos base para espumante, e sobretudo para os tintos da casta Baga”. A queda da produção nos brancos foi de 30%, e nos tintos de 10% na casta Baga e 40% na Touriga Nacional.
No que se refere ao Douro, o enólogo Francisco Gonçalves, da Sogevinus Fine Wines, afirma que “ainda é prematuro avaliar a qualidade dos vinhos”, mas “a evolução da matéria-prima está a decorrer de uma forma bastante positiva” e, a manter-se, haverá “um ano muito interessante em termos qualitativos”.
A região do Dão teve “um ano fantástico”, segundo Carlos Lucas, da Dão Sul. “Os vinhos encontram-se a evoluir de forma positiva, são muito concentrados em cor, de graduação normal, com acidez muito equilibrada. Estamos perante um ano de vinhos com boa capacidade de envelhecimento”. A produção nos brancos diminuiu cerca de 10%, enquanto nos tintos se manteve nos parâmetros habituais.
Também na Estremadura se produziram “uvas de excelente qualidade que deram origem a vinhos excepcionais”, afirma José Luís Oliveira da Silva, da Casa Santos Lima. Nesta região, e ao contrário do que sucedeu nas outras, verificou-se um aumento de produção da ordem dos 18%.
“Um ano de qualidade muito boa” foi o que se registou igualmente no Ribatejo, de acordo com Rui Reguinga, da Casa Cadaval. Os vinhos produzidos na região são “de boa estrutura, equilibrados, com taninos suaves, frescos e algum potencial de envelhecimento”. O decréscimo na produção situa-se entre os 25 e os 30%.
Na Península de Setúbal, “a qualidade dos vinhos tintos é excepcional”, refere Jaime Quendera, da Adega Cooperativa de Pegões e da Casa Ermelinda Freitas. “É certamente uma colheita que irá deixar grandes vinhos para recordar, extremamente ricos e concentrados como raramente aparecem, isto em quase todos as castas”. Nos vinhos brancos ocorreu uma ligeira quebra na produção e nos tintos uma perda generalizada que ronda os 25%.
Luís Duarte, enólogo da Herdade dos Grous, também fala de “um ano excepcional” no Alentejo, com vinhos “muito equilibrados, devido ao Verão fresco que se fez sentir, o que permitiu excelentes maturações”. •

Fonte: ViniPortugal

filmeselo1

bentoProvados & Classificados 72/73

2009, ano de inquietações

Hoje parece que já ninguém tem dúvidas que estamos perante uma crise financeira grave e profunda a nível internacional. A crise financeira arrasa a economia mundial, e o risco da sua duração inquieta vivamente o futuro

Bento de Carvalho – Engenheiro Agrónomo

Falências de bancos, falta de credibilidade bancária, falta de liquidez financeira, falência de empresas, despedimentos colectivos, aumento de desemprego, falta de dinheiro na sociedade civil, etc…. provocam recessão económica a nível mundial, o que atinge drásticamente o emprego e o consumo. O sector vitivinícola não será excepção, e a crise tocará a todos.

Situações de crise exigem soluções de crise

No nosso país o Estado deu garantias de milhões de euros ao sector bancário para estabelecer segurança, credibilidade e liquidez, tanto a nível nacional como internacional. É essencial que o dinheiro chegue ao tecido empresarial das pequenas e médias empresas para estancar o desemprego e às famílias para aumentar o consumo e estabilizar a vida financeira da sociedade.
O consumo de vinho é um assunto de interesse vital para a manutenção, desenvolvimento e sobrevivência do sector vitivinícola.
A diminuição do consumo e a falta de apoios e de estratégia do sector, estão a afectar significativamente todos aqueles que vivem do vinho e para o vinho.
Com o mercado nacional saturado e em dificuldades, com a sociedade civil com pouco dinheiro, a exportação era, sem dúvida, um dos caminhos a percorrer.
Com a recessão económica a nível global, há muitos mercados importadores dos nossos vinhos em efectivas dificuldades económicas em que o consumo está a diminuir e os efeitos da crise estão já a notar-se, com maior incidência, no último semestre do ano passado.
No começo de 2009 a exportação vai perder ainda mais força.
Perante estes momentos difíceis, mesmo em tempo de crise, temos que beber mais vinho. É o momento em que o consumidor tem a oportunidade de descobrir novos vinhos, a complexidade de novos aromas e sabores a um preço convidativo, em que a factura não é muito pesada no bolso.
As nuvens que afectam a economia do país são negras e 2009 será um ano de dificuldades e incertezas.•

filmeselo1

Editorial 76

Vinhos verdes: Frescas propostas na nova estação
No auge da Primavera e com o Verão quase, quase a chegar, o calor obriga-nos por vezes a parar, encontrar uma sombra e refrescar. E, para desfrute total, nada melhor que um vinho português, branco ou rosé, servido à temperatura adequada ou, para os mais aprimorados, um espumante bruto ou um licoroso fresquinho. ler mais

J. E. APARÍCIO - Director

Calendário

Junho 2012
S T Q Q S S D
« Jan    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930  
Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.