You are currently browsing the tag archive for the ‘restaurante’ tag.

bachus_76

Restaurante “Bachus” (PDF)
Classe e sofisticação em ambiente Art Deco

É como entrar numa cápsula do tempo o restaurante Bachus que, após 3 anos fechado, reabriu portas, com novos proprietários. À luz do dia volta uma casa cujas fundações remontam ao período anterior ao terramoto de 1755 e que foi inaugurada, pela primeira vez em 1983, recriando a atmosfera Art Deco, das décadas de 1920 e 30.

Reportagem: Patrick Neves

Pensado nos anos 80 por Paulo Guilherme, o ambiente desta luxuosa casa é digno de figurar em qualquer película de cinema, ou série televisiva, dada a fidelidade com que reproduz o gosto dos “loucos anos 20” na Europa e o modo como nos transporta para outro tempo. Totalmente revestido a madeira, que lhe confere distinção e classe, o espaço divide-se por dois pisos, ligados entre si por uma elegante escada em caracol.
No piso superior, o avistamento do Tejo é acessível de todas as mesas, destacando-se nas paredes a azulejaria portuguesa pintada à mão, introduzida pelos novos donos, que se estende até à sala privativa, com requintado mobiliário. No piso de baixo, várias colunas pintadas a trompe d’oil (esculpidas com parras e uvas) sustentam o primeiro andar, enquadradas por vitrinas onde Mrs. Thrulby ostenta a sua colecção de artesanato português, principalmente faianças, peças de Bordalo Pinheiro e olaria alentejana. À entrada do lado esquerdo, o bar serpenteia o hall com alguns bancos altos em pele, podendo ver-se pela janela, do outro lado da rua, a galeria de arte Galveias e, no lado oposto, o Teatro da Trindade, parceiro do restaurante em algumas iniciativas.

Recuperar e valorizar
A recuperação do Bachus fica a dever-se à vontade do americano Christopher Thurlby que, juntamente com a sua esposa inglesa e o amigo Patrick (dinamarquês), resolveram valorizar uma casa que já foi das mais frequentadas em Lisboa, ou não estivéssemos nós numa movimentada rua do Chiado, com diversos acessos ao Bairro Alto.
“Foi um enorme investimento e tudo foi conseguido com muito esforço pois, numa primeira fase, nem eu nem o Christopher pensámos abrir um restaurante em Lisboa”, soltou a proprietária. “O convite partiu de uma amiga que pediu ao meu marido para fazer sociedade, dada a sua experiência em restauração de cruzeiros de luxo, mas depois ela acabou por nem ficar. Eu é que quando aqui entrei fiquei deslumbrada, com os materiais e a visão do rio, apesar de que estava tudo em muito mau estado, coberto de pó e teias de aranha”, contou. “Cada peça foi trabalhada individualmente, desde os candeeiros de tecto às mesas revestidas a cobre, dirigindo-se agora ao usufruto de um segmento médio e alto que geralmente se encontra no turista estrangeiro mas também junto de alguns portugueses”.

O vinho antes do prato
Em declarações à Nectar, a consultora em enologia e restauração Nathalie Amey, de nacionalidade francesa, revelou ser apaixonada por vinhos portugueses pelo que, “aqui, o vinho vem antes do prato”. “Inscrevi na carta 60 néctares portugueses de oito regiões, bem como alguns vinhos do Porto e espumantes, que não estão disponíveis em supermercados. Oitenta por cento deles são exclusivamente de castas típicas portuguesas, que eu considero serem das melhores do mundo, permitindo a criação de vinhos de qualidade superior”.

Provas e site na internet
O director Gonçalo Duarte investe na vertente restaurante, grill e bar (com mezannine) para sustentar o projecto, disponibilizando 70 lugares para a degustação de pratos internacionais e portugueses, de confecção cuidada. Aposta também em provas regulares de vinho com a presença do produtor, jantares de grupo (principalmente de estrangeiros), almoços com menus especiais para executivos e, acima de tudo, na diferença. Recentemente, desenvolveu também uma parceria com o teatro da Trindade, que dá descontos de 10% aos clientes que vão assistir a algum espectáculo, e um site na internet, com muita informação disponível.
Ostras do Sado ao natural com limão, gaspachos, bacalhau, Steak Rossini, Lagosta com mancarra, saladas e sobremesas nacionais e internacionais compõem a carta, que está sempre em aberto e à espera de feed back.
O ambiente é calmo, mais requintado no primeiro piso e mais rústico no rés-do-chão, constituindo um ex-libris de visita obrigatória, nem que seja para degustar um espumante bruto, ao fim da tarde… •

Steak Rossini

Para 4 pessoas:
• 800 gr. Bife de Lombo
• 20 gr. Presunto Pata Negra
• 4 Escalopes de Foie Gras
• 10 gr. Trufas Pretas Laminadas
• 80 ml. Vinho da Madeira
• 40 gr. Endívia Branca
• 40 gr. Radicchio
• Romã q.b.
• Sal fino q.b.
• Pimenta Preta q.b.

Preparação:
1 – Dosear o lombo em 200 gramas, temperar os bifes com sal e pimenta e marcá-los na frigideira com azeite. Terminar a cocção no forno.
2 – Na frigideira dos bifes, colocar o vinho madeira, deixar evaporar um pouco e ligar com uma colher de manteiga.
3 – Marcar o foie gras sem gordura nem sal em outra frigideira, terminar a cocção no forno.
4 – Fatiar o presunto e colocá-lo para secar rapidamente no forno.
5 – Fazer uma pequena salada com uma folha da endívia e o radicchio cortado em chifonade. Temperar com sal e azeite, colocar no prato e por cima alguns grãos da romã.
6 – Finalizar o prato com o bife, por cima o foie gras, com um pouco de flor de sal; duas lâminas de trufa e o molho.

Bachus
Restaurante bar

Morada: Largo da Trindade, 8 e 9 • 1200-466 Lisboa
Telefone e fax: 210 961 909
E-mail: reservas@bachus.com.pt
Site: www.bachus.com.pt

gourmet74

Restaurante “alma”
Henrique Sá Pessoa confere “alma” à noite lisboeta

Inaugurado no Dia dos Namorados, o novo espaço de qualidade para jantar na capital dá pelo nome de “Alma” e é da responsabilidade do jovem e talentoso chef português Henrique Sá Pessoa.

Reportagem: Patrick Neves

Aberto de terça-feira a sábado, entre as 19.30 e as 24.00 horas, o restaurante Alma, localizado na Calçada de Abrantes, em Lisboa, propõe uma cozinha de autor, criativa, despretensiosa e acessível, com conjugações surpreendentes de sabores, sem nunca perder de vista a tradição portuguesa. O principal objectivo é cativar um tipo de público maioritariamente jovem, que normalmente não frequenta este género de restaurantes, principalmente por motivos económicos mas também por uma questão de modas, que os empurram para outros lados. Para contrariar essa tendência, o Alma inclui menus a preços muito convidativos, que rondam os 35 euros, apresentando um conceito inovador que pretende exportar, acima de tudo, a experiência Henrique Sá Pessoa.
O local é pequeno, quase intimista, com capacidade para 36 lugares, e especialmente vocacionado para a realização de eventos, jantares de grupos (ou a dois) e festas. Concebido pela dupla de arquitectos Eduardo Malhado e Catarina Ventura, faz uma alegoria à cor branca que atravessa todo o espaço: paredes, cadeiras, mesas, candeeiros, loiça. “A cor e a alma do restaurante residem na comida e nas pessoas que o frequentam”, confidenciou Henrique Sá Pessoa à Nectar, fazendo uma apologia também aos nove elementos que constituem a equipa de serviço, sempre pronta a bem receber.
“É o sonho de qualquer chefe de cozinha ter um espaço próprio onde possa dar azo às suas criações, e tal não foi excepção aqui”, afirmou ainda o chef, que não prevê abrir mais nenhum Alma. “O máximo que pode acontecer é a exportação da ideia para outro tipo de conceitos, nomeadamente através de parcerias com outros espaços ou a abertura de novos”.
Situado na zona de Santos, próximo do Cais do Sodré, o Alma segue a tendência de reabilitação urbana que tem sido promovida nesta zona da cidade com a abertura de diversos restaurantes, bares e hotéis, usufruindo da facilidade de estacionamento proporcionada pelo parque subterrâneo do largo principal.
Os menus, de vertente internacional, estão inseridos numa carta que muda sazonalmente (de três em três meses), havendo ainda o Menu Alma, a 28 euros, e o Menu de Degustação, com cinco pratos, que varia mensalmente.
A aposta é despertar os sentidos “na direcção do simples, do natural, da leveza, do branco sobre branco, do branco sem mácula de pecado, do branco bíblico, já muito próximo da ausência, do som do silêncio”. •

Creme de courgettes com vieira salteada e parmesão

Para 4 pessoas:
• 3 colheres de sopa de azeite
• 3 courgettes com casca cortadas em pedaços
• 2 dentes de alho esmagados e picados ligeiramente
• 10 folhas de manjericão
• 4 vieiras
• parmesão, natas e sal q.b.

Preparação:
1 - Lavar as courgettes e cortá-las aos cubinhos. Num tacho largo, refogar as courgettes em azeite cerca de 2 minutos;
2 - De seguida juntar o alho e algumas folhas de manjericão picadas e refogar cerca de 1 a 2 minutos;
3 - Adicionar água quente e temperada com sal, e deixar ferver cerca de 2 minutos;
4 - Triturar as courgettes e juntar um pouco de natas e queijo a gosto;
5 - Servir decorado com um pouco de manjericão cortado e queijo parmesão ralado acompanhada da vieira salteada e um pouco de juliana de courgetes.

Restaurante Alma
Horário: Terça a Sábado das 19.30 às 24.00h
Morada: Calçada do Marquês de Abrantes 92-94 1200-720 Santos-o-Velho – Lisboa
Telefone: 213 963 527
E-mail: h@alma.co.pt
Site: www.alma.co.pt

Editorial 76

Vinhos verdes: Frescas propostas na nova estação
No auge da Primavera e com o Verão quase, quase a chegar, o calor obriga-nos por vezes a parar, encontrar uma sombra e refrescar. E, para desfrute total, nada melhor que um vinho português, branco ou rosé, servido à temperatura adequada ou, para os mais aprimorados, um espumante bruto ou um licoroso fresquinho. ler mais

J. E. APARÍCIO - Director

Calendário

Junho 2012
S T Q Q S S D
« Jan    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930  
Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.