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A frescura e juventude de aromas e sabores primaveris (PDF)
Com a chegada da Primavera, os apreciadores dos produtos da Natureza, anseiam pela chegada dos aromas e sabores naturais e tradicionais dos “primores” da época.
o mesmo acontece com o vinho. 2008 foi um ano equilibrado quanto às amplitudes tÉRMICAS, o verão foi ameno e a vindima realizou-se em boas condições climáticas.
A expectativa sobre o nível qualitativo dos vinhos da colheita de 2008 é grande.
Com a chegada ao mercado dos primeiros vinhos brancos e rosados, constaTANDO-SE que são equilibrados de álcool, concentração, acidez e bem expressivos.
Hoje propomos dois vinhos brancos, com um nível qualitativo que nos agrada bastante e nos proporciona momentos de satisfação – adegaborba.pt vinho brnaco 2008 Alentejo doc da Adega Cooperativa de Borba CRL e o Fragulho Vinho Branco 2008 Douro DOC da Casa dos lagares, Soc. Agrícola e Comercial, Lda.
Texto: Bento de Carvalho – Engenheiro Agrónomo
adegaborba.pt Vinho Branco 2008 Alentejo DOC
Adega Cooperativa de Borba
Fundada em 1955, a Adega Cooperativa de Borba é actualmente uma das mais prestigiosas adegas cooperativas do Alentejo, fruto do trabalho, esforço e investimentos realizados nos últimos 50 anos, sendo a qualidade dos seus vinhos reconhecida tanto a nível nacional como internacional.
Actualmente, a Adega Cooperativa de Borba tem 300 associados que trabalham 2200 hectares de vinha (65% de castas tintas e 35% de castas brancas) e tem um produção media anual de cerca de 14 milhões de garrafas e na colheita de 2008 receberam 9 milhões de quilos de uvas.
Adegaborba.pt vinho branco 2008 Alentejo DOC da Adega Cooperativa de Borba, CRL, foi criado com as castas Roupeiro, Tamarêz e Antão Vaz, tem um teor alcoolico de 13,0% vol. álcool, possui uma elegante cor citrina com reflexox esverdeados com aromas finos, frescos e jovens, com boa intensidade aromática, onde predominam notas florais e frutadas, proporcionando um conjunto agradável e atractivo. Jovem, com frescura na entrada da boca, é fino e elegante, equilibrado, tem boa acidez e no final é vivo, expressivo e persistente.
89 PONTOS €3,06
Foram produzidas 15.000 garrafas deste agradável vinho, o preço de venda é de €3,06 e pode ser adquirido na Makro e nas garrafeiras nacionais. Deve ser bebido a uma temperatura de 9+12ºC e combina bem com uma cataplana de peixes e mariscos.
Fragulho Vinho Branco 2008 Douro DOC
Casa dos Lagares
A Cada dos Lagares – Sociedade Agrícola e Comercial, Lda. é uma empresa familiar que há varias gerações está ligada à vinha e ao vinho. Está situada em Cheires, na região do Douro, e a quinta onde nascem os vinhos Fragulho estende-se por 20 hectares de vinha onde se encontram as melhores castas locais, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca entre as castas tintas e Malvasia Fina e Moscatel entre as brancas, bem adaptadas aos solos de textura predominatemente xisto argiloso, à altitude (300 metros) e ao clima da região.
O Fragulho vinho branco 2008 Douro DOC da Casa dos Lagares, elaborado com as castas Malvasia Fina, Moscatel Galego e Rabigato. Apresenta 13,0% vol. álcool, tem cor citrina com tonalidades esverdeadas brilhantes, límpido, evidenciando boa expressão aromática onde predominam notas florais combinadas com aromas frutados tropicais e exóticos bem intensos e elegantes, assentes num fundo mineral. Na boca tem uma entrada viva, é estruturado e equilibrado de acidez, o frutado prolonga-se até final com carácter, é persistente e longo.
89 PONTOS €6,00
Deste expressivo vinho, da responsabilidade técnica de José Morais e Bento Morais, foram produzidas 3.000 garrafas. O PVP é de €6,00 + IVA e podem ser adquirido nos seguintes locais de comercialização: DOP (Centro Comercial Aquarona), Gaveto (Espinho), Sabores da Herdade (Leça da Palmeira) e Copo D’Uva (São João da Madeira). Para despertar toda a sua potencialidade organoléptica, vamos apreciá-lo a uma temperatura de 9-12ºC ao acompanhar um requintado arroz de Tamboril com presunto e amêijoas.
Pedro Abrunhosa
Branco, tinto ou rosé?
Todos.
Carne ou peixe?
Depende da sobremesa.
Qual a sua região vinícola preferida?
Entre Douro e Alentejo.
Um vinho de eleição.
Tinto Sombra e Branco Luz, resultado da parceria Abrunhosa / Niepoort.
Um restaurante de eleição.
O Janela da Taberna, em Cacela-Velha. Branco fresco e conquilhas directamente da praia.
Uma experiência gastronómica memorável.
Na China, cobra frita.
Em que ocasiões não dispensa um bom vinho?
Quando não dispenso uma boa companhia.

A distinção, nobreza e excelência do Porto Krohn
Colheita 1968 brilha em Paris
Organizado pela “Union d’Oenologues de France”, realizou-se em Paris,
no Hotel Holiday Inn Republique, de 27 de Fevereiro a 3 de Março de 2009,
a 15.ª edição do Vinalies Internationales.
Reportagem: Bento de Carvalho
A este prestigioso concurso internacional de vinhos concorreram 3034 vinhos provenientes de 41 paises, que foram provados em absoluto anonimato, classificados e descritos por 127 provadores de 32 nacionalidades diferentes, estando Portugal representado por Bento de Carvalho e Francisco Antunes.
Os provadores foram distribuidos por 18 comissões de avaliação, sendo cada comissão constituída por 5 elementos, sendo 2 de nacionalidade francesa e 3 estrangeiros. Foi utilizada a ficha de prova designada por OIV/UIEO de 0-100 pontos, inserida num computador de bolso PDA, tendo sido provados diariamente cerca de 35 vinhos.
Aos 3034 vinhos que se apresentaram a concurso, o júri internacional atribuiu 198 Vinalies de Ouro e 763 Vinalies de Prata, e Portugal apresentou 146 vinhos, tendo conquistado 10 Vinalies de Ouro (6,8% do total) e 45 Vinalies de Prata 830,8%), sendo de realçar a conquista do “Trophée Vinalies Internationales” da categoria de vinhos licorosos, atribuido ao Porto Krohn Colheita 1968 da Empresa Wiese & Krohn Sucs., por ter conquistado a medalha de ouro e por ter sido o vinho melhor classificado na categoria dos vinhos licorosos.
É de destacar também, entre todos os premiados, as 3 Vinalies de Ouro e 1 Vinalies de Prata conquistadas pela Casa Agrícola Cortes de Cima e as 2 Vinalies de Ouro e 12 Vinalies de Prata arrecadadas pela Sogrape Vinhos SA, que bastante prestigiaram a presença nacional.
A proclamação dos resultados e a entrega dos “Trophée des Vinalies Internationales” realizou-se durante o jantar de encerramento “Vinitech” no Pavillon Cambon Capucines, na presença de entidades oficiais, membros da organização, patrocinadores e provadores, e decorrendo num ambiente de solenidade e de grande convívio. Pelo sucesso do concurso e pelo trabalho realizado, felicitamos a Union des Oenologues de France, na pessoa do seu presidente Tierry Gasco e a Directora do Concurso Beatrice da Ros pelo prestigio alcançado, assim como pela magnífica visita técnica proporcionada à região de Saint-Emilion, com deslocações ao Chateau Beau Séjour e Chateau Luchey-Halde (Pessac-Léoguan) •

Segurança alimentar
A problemática associada à presença nos vinhos da ocratoxina A
Texto: António Manuel Jordão*
A segurança alimentar tem vindo a atrair cada vez mais a atenção e a preocupação dos consumidores. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO), reconheceram que o acesso a alimentos nutricionalmente adequados e seguros é um direito de cada indivíduo.
As micotoxinas são compostos que apresentam uma reconhecida actividade tóxica para os animais, sendo produzidas por algumas espécies de fungos filamentosos, que podem estar presentes nos alimentos. Devido tratarem-se de contaminantes naturais, não é possível eliminar a sua presença dos alimentos por completo, podendo no entanto os seus níveis serem reduzidos para valores que não apresentem risco para a saúde humana.
Nos últimos anos, o facto de ter sido detectada uma micotoxina nos vinhos, designada por ocratoxina A, fez com a comunidade científica e a própria União Europeia (UE) despertassem com alguma preocupação para esta situação. Sabe-se que logo a seguir aos cereais, o vinho é mesmo considerado como sendo a segunda causa principal de ingestão deste tipo de micotoxina, contribuindo em média com cerca de 10% da dose ingerida diariamente pelos consumidores. Podemos ainda encontrar esta substância no café e ainda nas frutas secas.
A ocratoxina A é considerada como sendo um metabolito secundário produzido por fungos de várias espécies de Aspergillus sp. e de Penicillium. Por outro lado, sabe-se que em regiões temperadas e frias, a ocratoxina A é produzida principalmente por espécies de fungos diferentes daqueles que proliferam em áreas tropicais e subtropicais. O tempo de meia vida da ocratoxina A ingerida por via oral é de aproximadamente de 35 dias, tomando por base os dados obtidos em experiências levadas a cabo com animais. Esta micotoxina apresenta propriedades, nefrotóxicas, hepatóxicas e imunotóxicas para várias espécies de animais, sendo que para os humanos é ainda indicada como sendo uma substância com propriedades potencialmente carcinogénicas.
A Organização Mundial da Vinha e do Vinho (OIV) com base nos dados disponíveis sobre o impacto da ocratoxina A na saúde humana, estipulou 2 µg/L como sendo o limite máximo que os vinhos poderão apresentar deste composto. Por outro lado, para as uvas o limite máximo estabelecido é de 10 µg/Kg, tendo estes valores sido adoptados também pela União Europeia através de regulamentação própria.
Causas e níveis de contaminação de ocratoxina A nos vinhos
Foi em 1995 que pela primeira vez, investigadores suíços descobriram a presença da ocratoxina A nos vinhos. Após esta descoberta vários têm sido os estudos que confirmam a presença desta toxina em vinhos oriundos de vários países. Segundo alguns autores, a presença desta substância varia entre teores abaixo do limite de detecção até valores que podem atingir cerca de 16 µg/L. Actualmente a problemática associada à presença desta toxina, tem levado a que seja um factor a considerar no comércio do vinho, em especial ao nível da exportação.
As causas de contaminação do vinho com esta micotoxina não se encontram ainda de forma clara bem estabelecidas. Alguns estudos referem que a frequência e os níveis de contaminação de ocratoxina A variam consoante o tipo de vinho e a origem geográfica, sendo os vinhos tintos e os vinhos doces provenientes de países com climas mediterrânicos, em particular do sul da Europa e do Norte de África, como sendo aqueles que apresentam maiores níveis de contaminação. Assim, tem-se levantado a hipótese de que esta relação entre a presença da ocratoxina A e a origem geográfica dos vinhos poderá ser devida a diferenças na distribuição e incidência de fungos de ocratoxina A na microflora das uvas. Porém, tal facto ainda carece de confirmação sendo pois necessário efectuar mais estudos. Os Comités Científicos Alimentares dos vários países, em especial da União Europeia, realçam pois a necessidade de se realizarem estudos detalhados nos países europeus produtores de vinho, com vista a estabelecer de forma clara as causas de contaminação, a avaliação e a minimização deste problema. Neste âmbito, realça-se a necessidade serem estudados os seguintes aspectos: conhecer e identificar as espécies de Aspergillus e Penicillium presentes nos bagos de uva capazes de produzir micotoxinas relevantes nas uvas (com destaque para a ocratoxina A), determinar quando surgem as principais espécies produtoras de micotoxinas no bago de uva, verificar qual a sua relação com a restante microflora e ainda determinar a variação com a região geográfica de origem. De salientar que a avaliação e a análise dos níveis de ocratoxina A nas uvas ao longo da maturação é também um aspecto que tem sido objecto de estudo.
Medidas para prevenir e limitar a presença de ocratoxina A nos vinhos
Tendo em consideração a importância desta temática, a própria Organização Mundial da Vinha e do Vinho (OIV) estabeleceu um conjunto de regras de boas práticas para melhor prevenir o aparecimento de ocratoxina A nas uvas e nos vinhos.
A presença de ocratoxina A nos produtos vitivinícolas é uma consequência da presença dos fungos das espécies Aspergillus carbonarius na uva. A sua presença, resulta fundamentalmente da deficiente protecção fitossanitária das uvas. Assim, um adequado controlo do estado fitossanitário das uvas é, à partida, uma das principais acções que poderão evitar o aparecimento da ocratoxina A nas uvas. Porém, no geral, quando as uvas apresentam contaminação por este tipo de fungos, as mesmas não devem ser utilizadas para consumo humano, nomeadamente ao nível do seu consumo em fresco.
No caso das uvas destinadas à produção de vinho, quando estas apresentam uma ligeira contaminação por Aspergillus carbonarius, as boas práticas recomendam: remover os cachos de uvas que apresentem a presença de fungos (facilmente observável devido à coloração negra presente nas uvas) através por exemplo do recurso a mesas de escolha, um rápido transporte das uvas para a adega e ainda proceder a uma adequada higienização dos recipientes utilizados no transporte das uvas (através da utilização de água sob pressão).
Ao nível das intervenções na adega, podemos agrupá-las em 3 grandes momentos: durante as operações pré-fermentativas e fermentativas (incluindo a fermentação alcoólica e maloláctica) e ainda durante as operações de clarificação e conservação dos vinhos. Assim, no caso das operações pré-fermentativas os cuidados a ter passam, fundamentalmente, por efectuar uma adequada aplicação de sulfuroso para que a fermentação alcoólica não se inicie de forma descontrolada, realizar uma maceração pouco prolongada, evitar a utilização de prensas contínuas (incluindo a realização de prensagens ligeiras) e ainda evitar a aplicação de enzimas pectolíticas durante a clarificação e a maceração.
Durante a fermentação alcoólica, algumas possíveis acções se destacam, nomeadamente, a possibilidade de serem utilizados fermentos enológicos (leveduras e/ou bactérias lácticas) que apresentem uma capacidade para absorver a ocratoxina A, embora vários estudos indiquem que esta medida só permite uma diminuição parcial dos conteúdos desta micotoxina, e ainda realizar a desencubação logo após o final da fermentação alcoólica.
No caso das operações de clarificação e de conservação dos vinhos, vários estudos apontam para o facto de que conservação dos vinhos em contacto com as borras poderá ajudar a reduzir os teores em ocratoxina A, embora seja do conhecimento geral que esta prática pode conduzir em muitos casos, a uma diminuição das qualidades sensoriais dos vinhos. Por outro lado, a aplicação de alguns tipos de colas tem também apresentado resultados encorajadores na redução dos níveis desta micotoxina nos vinhos. Assim, vários trabalhos realizados indicam que a aplicação de gel de sílica associada à gelatina conduz a uma redução significativa dos teores de ocratoxina A. Os resultados indicam ainda que a aplicação de carvão enológico permite a obtenção de excelentes resultados na sua eliminação. De salientar ainda que antes da aplicação de qualquer produto enológico, será prudente conhecer as repercussões da sua aplicação nas características físico-químicas e sensoriais dos vinhos.
Em conclusão, as principais formas de reduzir os teores de ocratoxina A nos vinhos passa fundamentalmente, pela implementação de medidas preventivas na vinha e por um adequado controlo do estado fitossanitário das uvas. Na adega as medidas a tomar terão sempre um carácter correctivo. •
* Professor Adjunto da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viseu. Responsável pela leccionação das disciplinas da área de Enologia dos cursos de Engenharia Alimentar e de Engenharia Agronómica – Ramo de Viticultura e Enologia.

Carlos Brito*
“Falta trabalhar a parte emocional do vinho”
A ligação entre o vinho e o consumidor necessita de um apelo mais intenso à vertente emocional dos vinhos. Humanizar a comunicação é fulcral para o conseguir. Segundo Carlos Brito, professor da Faculdade de Economia do Porto e especialista em Marketing de Vinhos, os produtores portugueses devem afinar as suas estratégias de promoção e marketing, apostando nas relações públicas e no lobbying. E melhorar as suas capacidades de parceria com outros produtores. Porque “cooperação é diferente de amizade”, sublinha este economista.
Entrevista: Marc Barros
Nectar – Não basta saber fazer bom vinho, é preciso saber vendê-lo. É uma máxima que os produtores portugueses já interiorizaram?
Carlos Brito - Tradicionalmente, os produtores portugueses sempre descuraram a vertente do marketing e promoção. Somos um país produtor de vinhos, mas não somos um país de vendedores, eficazes na área de valorização do produto. Não posso, no entanto, negar, que nos últimos 10 anos tem sido feito um grande esforço, com o surgimento de muitas marcas, sejam quintas, engarrafadores ou mesmo grandes empresas. Por vezes de forma caótica, pois nem sempre é aconselhável colocar uma marca, ou fazê-lo de certa forma.
O problema é sobretudo de valorização, ou seja, não se trata de uma questão da qualidade dos vinhos, mas quando este surge numa prateleira a 3, a 2 euros ou até menos, há um défice de valorização do produto. É exactamente aí que o marketing entra.
Como se consegue essa valorização?
Desde logo com uma mudança de paradigma, isto é, quem vende vinho deve ter a noção que “não está no negócio dos vinhos”. Por exemplo, o vinho do Porto é-o porque obedece a um conjunto de características definidas por legislação relativas à sua origem, ao seu teor alcoólico, às castas utilizadas, etc. Mas isso é pouco. O vinho do Porto é muito mais do que isso – é a região, a sua história, as suas paisagens, a sua tradição, gastronomia, a cultura, é também o Porto e Gaia, com as suas caves. E é tudo isso que se vende numa garrafa de vinho do Porto, e é assim que se valoriza o vinho. O desafio do marketing é esse, o de agregar a um produto central outras componentes que do ponto de vista do cliente façam sentido e acrescentem valor.
Um problema de dimensão
O excesso de marcas, que conduz a guerras de preços e volumes, conduz à desvalorização do vinho?
Para acrescentar valor na área dos vinhos, como em qualquer negócio, é essencial dominar as actividades que integram a cadeia de valor e são críticas. Na área dos vinhos, o valor acrescenta-se nas áreas a jusante, ou seja, mais próximas do consumidor – desde o engarrafamento à marca ou à comercialização. Daí que tenha havido uma tendência nos últimos anos (veja-se na região dos vinhos verdes, mas também em todo o país) para a criação de marcas próprias, com pequenas propriedades e pequenas produções. E isto à partida está certo, pois é aí que se acrescenta valor. Mas há um reverso, ou seja, será que o pequeno produtor tem dimensão para colocar a sua marca? A minha percepção é que, muitos pequenos produtores com marca própria, provavelmente ganhariam mais se se limitassem a produzir boas uvas. Porque, para ganharem dinheiro com marca própria, têm que ter uma dimensão mínima para investir em marketing e assim obterem o retorno dessa valorização.
O mercado encarregar-se-á de eliminar as marcas que estão a mais?
Creio que há excesso de marcas e que há sobretudo muita gente, sobretudo pequenos produtores e engarrafadores, a ganhar muito pouco dinheiro ou a ter prejuízo. Temos ainda o fenómeno curioso do produtor que tem uma outra actividade – médico, engenheiro ou outra – que tem uma quinta para onde vai no fim-de-semana, por isso não mete as contas todas, vai equilibrando o negócio.
Mas está a desvirtuar o mercado…
Exacto, pois não faz as contas todas. Poderemos considerar que está na fronteira do hobby e vai equilibrando o negócio. Mas quem inclua todas as contas, está a perder dinheiro.
Na sua opinião, qual é a dimensão considerada mínima para estar no mercado?
Se quiser investir em marketing e promoção, tem que ser minimamente visível para que esse investimento seja viável. Estamos a falar de 150 mil garrafas.
Nessa realidade está incluído o mercado internacional?
Sim. Abordando novamente a lógica do pequeno produtor, o contacto nos mercados internacionais surge muitas vezes de uma forma fortuita e não sistemática e organizada. Abordagens mais profissionais englobam a presença em feiras, muitas vezes em parceria com outros produtores ou, de forma mais sofisticada, organizações como os Douro Boys ou o Independent Winegrowers Association (IWA) para o mercado britânico, com custos repartidos e complementaridade.
Para o pequeno produtor a estratégia deve ser o que chamamos estratégia “push”, empurrando o produto, ou seja, trabalhar o canal de distribuição. Não se exigem gastos avultados de promoção e publicidade, ou seja, de comunicação “above the line”, mas sim “below the line”, ou seja, relações públicas.
Cooperar ou ser amigo?
A associação entre produtores é uma boa opção?
É, no sentido de desenvolver acções de relações públicas, o que é uma forma adequada de promoção. A ideia é estabelecer contactos, fazer lobby junto de líderes de opinião, nomedamente críticos de vinhos que, com uma notícia favorável, podem ter maior influência junto do consumidor do que um anúncio. A publicidade é importante para dar notoriedade, mas esta aplica-se a produtores de grandes quantidades.
O associativismo continua a ser uma das pechas dos produtores nacionais?
É uma afirmação que se aplica à generalidade do tecido empresarial português, seja qual for o sector. Cooperação entre empresas não têm a ver com amizade – esta faz-se entre pessoas. Posso cooperar com uma empresa cujo dono nem sequer é muito meu amigo, mas as nossas empresas cooperam lindamente. Em suma, não devemos confundir cooperação com amizade. Por outro lado, a cooperação empresarial exige profissionalismo, subtanciado no que chamamos 4 C’s – conjugação de interesses (por exemplo, explorar um mercado comum); compartilha de recursos (que podem ser dinheiro, tempo, esforço, acesso a mercados ou know-how); coordenação de actividades e; confiança.
E a confiança também se cria, sobretudo através de formas que não impliquem grandes comprometimentos à partida, com pequenos projectos. E se as coisas correrem bem, então pode-se avançar para projectos gradualmente maiores. E assim, trabalhando em conjunto, ganha-se confiança. Isto é assim para o vinho como para qualquer outro sector.
A adopção de uma estratégia “push” na distribuição faz mais sentido para o mercado externo? O marketing e promoção terão que ser diferentes nos mercados interno e externo?
Têm. A questão da distribuição é fundamental no mercado externo por uma razão simples: quem cá está conhece minimamente o mercado e tem uma percepção dos canais de distribuição e das tendências do consumo. Mas lá fora, uma empresa não muito grande não tem essa percepção de forma tão sólida; por isso tem que recorrer a quem conhece o mercado, ou seja, o operador local.
No mercado interno, quais os aspectos em que uma empresa deve vincar a sua estratégia de marketing?
A marca é fundamental, bem como a comunicação. Neste caso, a dimensão é fulcral. Uma pequena empresa deverá operar” below the line”, ao nível das relações públicas e canal de distribuição, feiras, internet e agregar o produto vinho a uma oferta mais alargada – enoturismo, turismo de habitação, trilhos pedestres, bicicleta, integração numa rota de vinhos ou outra, cultural ou arquitectónica, por exemplo.Uma empresa maior pode fazer tudo isto, mas tem que apostar em publicidade e na visibilidade em orgãos de comunicação social. Em qualquer dos casos terá que trabalhar o canal de distribuição, pois há uma interdependência entre quem vende e quem vai distribuir.
Um dos fenómenos que se verifica actualmente é a verticalização, englobando todo o processo, desde a produção à distribuição. As vantagens serão óbvias?
São, e essa é uma tendência que se verifica em todos os sectores, ou seja, quem produz quer estar mais próximo do consumidor final. Há, desde logo, razões técnicas e logísticas que permitem que tal aconteça – as tecnologias de informação, as facilidades de transporte, os meios logísticos de armazenagem e distribuição, todos eles permitem que se eliminem intermediários. Mas há também razões de mercado: quanto mais próximo se está do consumidor, melhor se percebe o que este procura. E o consumidor tem hoje um poder brutal.
Mulheres e jovens – os segmentos do futuro
A arma do consumidor reside na escolha, mas há também uma fragmentação – no vinho do Porto assiste-se ao progressivo envelhecimento do consumidor médio. Como podem os produtores contrariar essa tendência?
Uma coisa é fazer regressar o consumidor ao vinho, outra é fazê-lo optar por determinada marca. Portugal é um país tradicionalmente bebedor de vinho, e nem sempre isso era bom sinal, a começar pela sinistralidade rodoviária – o que não significa que deixar de beber vinho para passar a beber outra bebida alcoólica melhore a situação. Esse consumo per capita foi diminuindo, com a transferência para outras bebidas, como cerveja, água ou refrigerantes. Actualmente estamos numa fase estável, madura. Fazer crescer um mercado destes não é fácil.
Numa situação dessas, algumas opções envolvem oferecer um produto em novas roupagens. Mas, no caso dos vinhos é mais difícil – vinho em lata ou garrafas de plástico não é lá muito sedutor…
Não, mas pode-se tentar operar segmentos negligenciados, no caso as mulheres e os jovens. Metade da população é constituída por mulheres, e cada vez mais são as mulheres que escolhem os vinhos. Repare, eu disse escolhem, porque beber sempre beberam. O que significa que as suas escolhas prendem-se com vinhos ligados à sua sensibilidade, ou seja, vinhos mais doces ou adamados. E hoje temos empresas que trabalham claramente esse segmento – por exemplo, 52% do vinho escolhido em Inglaterra é-o por mulheres, e a tendência é para aumentar.
O segmento dos jovens, no que toca ao consumo de bebidas alcoólicas, passa pela cerveja e bebidas fortes. Os vinhos consumidos não serão grandes vinhos, muito complexos, mas sim fáceis de beber, como brancos ou rosés (e aqui o vinho verde pode ter uma oportunidade).
Essa perspectiva não será bem aceite por muitos produtores, pois implica adequar o produto ao mercado, deixando para trás noções arreigadas como terroir, genuinidade dos vinhos, ou seja, um produto que tem que encaixar nos mercados.
É verdade e nota-se sobretudo em empresas mais pequenas, numa orientação excessiva para o produto. Faço um vinho como o meu pai e o meu avô faziam, é um vinho que resulta de uma herança centenária, a minha roda de amigos diz que é um vinho excelente. Mas não o vendo, porque o mercado não percebe nada. Manter esta postura é fatal.
É uma lacuna cultural e de formação em marketing. Uma das formas de avaliar a qualidade do produto é a sua aceitação pelo mercado: se a qualidade é essencial, a última pessoa que deve dar opinião é o produtor e a primeira é o consumidor. É preciso passar para orientação para o mercado.
Nessa transição, qual o papel que as associações sectoriais podem ter?
Enorme, não a vender, mas a promover. Uma organização que vende os produtos de outrém, como uma central de vendas, está a passar um atestado de menoridade ao produtor. Não quer dizer que não funcione, mas sou céptico quanto a essa solução. Mas pode ser importante a passar informações de mercado, a revelar tendências de consumo, dar formação técnica de produção, de marketing, financeira e recursos humanos. E isso pode ajudar imenso a transformar a mentalidade dos produtores.
As armas da diferença
A nível externo, a utilização de castas autóctones pode ser uma arma valiosa?
Um país como Portugal só pode vingar nos mercados internacionais com vinhos diferentes. Os novos produtores utilizam castas internacionais, com vinhos de excelente relação qualidade/preço, graças às fantásticas condições de escala que possuem. Portugal só pode competir pela diferença. Poderá haver um passo intermédio, com vinhos que resultem da elaboração de lotes de castas nacionais com internacionais que facilitem a penetração em certos mercados. E mais: um produtor de vinhos com várias marcas pode utilizar uma ou duas com castas internacionais para abrir portas aos vinhos de castas autóctones sem dar um tiro no pé.
Essa diferenciação será suficiente, quando vemos produtores de outros países, sobretudo do Novo Mundo, que cada vez mais apostam em embalagens inovadoras, por exemplo?
É necessário ter mais arrojo e pisar o risco. A dúvida é saber onde está o risco. A certeza é saber que fazer o que temos vindo a fazer só nos levará ao mesmo sítio. A solução é inovar e quebrar tabus; porque muitas vezes esse tabu só existe na nossa cabeça. No sector do vinho do Porto temos exemplos bem sucedidos, como o lançamento do Óptima pela Symington, do Pink pela Croft ou do Portonic. Ou da produção de espumantes na região dos Vinhos Verdes. Isto sem desvirtuar o que é essencial, nomedamente ao nível das tradições, que também acrescentam valor. Não passa pela cabeça de ninguém que em Champagne metam o vinho numa lata.
Rejuvenescer o vinho do Porto implica ter esse arrojo?
Sim, mas é preciso ter uma visão de longo prazo. Não nos podemos esquecer que o vinho do Porto tem uma tradição de séculos, ao longo dos quais viveu várias crises. Creio que a situação actual não é preocupante. Mas não deixa de ser verdade que se devem fazer esforços para entrar em segmentos insuficientemente explorados – jovens e mulheres. E outro aspecto importante, que vale para todos os vinhos: é preciso humanizar a comunicação. Nas revistas ou na televisão, quando se fala de vinho, vemos muitas imagens de paisagens, das vinhas, etc. Mas onde estão as pessoas? São elas quem faz o vinho e quem o consome. Falta trabalhar a parte emocional do vinho. •
A oportunidade (e os desafios) do enoturismo
O enoturismo é uma nova área de negócio para as empresas?
É uma nova área de negócio, que implica competências na área do turismo e não dos vinhos. Esse é um dos problemas, pois muitas empresas que exploram o enoturismo fazem-no de forma errada. Quem sabe de turismo sabe vender enoturismo como turismo radical. As competências são semelhemantes. As possibilidades de expansão são enormes, pois está no âmbito da indústria de lazer, com forte tendência de crescimento. As pessoas têm cada vez mais dinheiro mas, sobretudo, cada vez mais tempo.
Uma das coisas que herdámos da crise de 1929 foi deixar de trabalhar ao sábado, simplesmente porque não havia trabalho. Quem nos diz que esta crise, que é profunda, não poderá ter como uma das soluções deixar de trabalhar à sexta-feira à tarde? Por isso é de prever que esta indústria continue a crescer.
O enoturismo terá um papel importante, pois não é um turismo de massas. Divide-se em dois grandes segmentos: aquele que visita um país e quer conhecer as regiões, as quintas, os vinhos, numa completa imersão no contexto do vinho (segmento que na Europa vale cerca de 500 mil viagens anuais), e aquele vai conhecer um país, visitar uns castelos, fazer montanhismo e também visitar uma quinta ou outra, ou seja, está receptivo a uma experiência de enoturismo. Este segmento vale, na Europa, 20 milhões de visitas anuais.
Em Portugal, por exemplo, um turista que vá ao Porto, passe por Guimarães e ao Douro, numa lógica de visita de áreas que são Património da Humanidade, poderá estar receptivo a uma ou mais oferta enoturística. É necessário, porém, que tudo esteja bem engrenado e que uma roda dentada engrene na outra.Essa integração de oferta não se verifica?
Muito pouco, porque as rotas turísticas funcionam como roteiros, a que muito poucas pessoas estão receptivas. Essa integração representa passar de uma lógica de roteiro para uma lógica de rede.Como se pode conseguir essa mudança de paradigma?
Tem que passar pela gestão da rota, desde as entidades gestoras de rotas, as CVR e os produtores. Se há pouco falávamos de dificuldades de associação de empresas, as dificuldades de entendimento entre instituições são muito maiores. Ou seja, acabar com a lógica de “capelinha” e mostrar que, ao beneficiar um, todos ganham. Até porque a promoção do turismo passa pela promoção do território, e o aumento de competências regionais ligados a diferentes sectores de actividade é, nesse aspecto, fundamental. Por isso é que a fusão das entidades de turismo foi importante. •
Rumos para os vinhos
Este docente da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) tem uma carreira feita quer no apoio às empresas do sector vinícola quer no domínio da investigação. Doutorado em Marketing pela Universidade de Lancaster (Reino Unido), onde defendeu uma tese dedicada ao sector do Vinho do Porto, Carlos Brito tem colaborado como consultor com diversas entidades nacionais e estrangeiras, nomeadamente a Comissão das Comunidades Europeias, grupo Sonae, INESC, Instituto dos Vinhos do Douro e Porto ou Fundação de Serralves, entre outras. Carlos Brito faz ainda parte do Who’s Who in Science and Engineering e é um dos dezasseis “Mestres Portugueses da Gestão”, livro editado por Jorge Nascimento Rodrigues. Actualmente está a preparar um livro sobre Marketing de Vinhos e já publicou a obra “Estrutura e Dinâmica do Sector do Vinho do Porto”. Recentemente, Carlos Brito desenvolveu uma série de estudos na área dos vinhos, tendo sido o coordenador, entre outros, dos estudos «Rotas Enoturísticas do Norte de Portugal», promovido pela CCDR-N – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, IVDP e CVRVV; «Plano de Marketing para o Sector Vitivinícola da Região do Lima», a pedido da ARDAL – Associação Regional de Desenvolvimento do Alto Lima; «Plano Estratégico para o Vinho Verde» e «Manual de Boas Práticas para o Enoturismo no Vinho Verde», ambos promovidos pela ANCEVE – Associação Nacional dos Comerciantes e Exportadores de Vinhos e Bebidas Espirituosas. •
* Professor da FEP e especialista em Marketing de Vinho
Edição 74/75
2009, O ano da consolidação
Cansados da palavra crise, partimos nesta edição à descoberta de um país vinícola mais positivo que, acima de tudo e dadas as suas potencialidades, deve dar a volta por cima, consolidando marcas ou lançando-se em novos desafios, que por vezes é o melhor a fazer nestas alturas, podendo salvar muitos postos de trabalho.
Preferimos portanto apelidar 2009 como sendo um ano de consolidação, na qual marcas, empresas e organismos devem apostar, quer seja através da fidelização dos actuais clientes quer conquistando outros, através de re-brandings, promoção ou lançamento de novos produtos.
Ficámos aliviados pois, afinal, existe vontade, principalmente das regiões afastadas dos grandes centros urbanos que se querem assumir, cada vez mais, como destinos de excelência, promovendo os seus pontos de interesse.
Subimos à Bairrada, para experimentar as relíquias gastronómicas ali produzidas, assistimos a eventos no Porto, que distinguiram os principais vinhos e produtores portugueses, e escrevemos sobre a harmonia da comida com vinhos, sugerida por associações, hotéis ou restaurantes.
Presenciámos conversas, associamo-nos a encontros e festas em torno do vinho, e destacámos produtores, pela forma original e inovadora com que lutam nos mercados, nacional e estrangeiro.
E porque beber vinho também pode ser uma moda, em Cascais, deliciámo-nos com coktails, que podem ser a porta de entrada dos jovens num mundo, o dos vinhos, que tem ainda muito para dar aos apreciadores mas também aos futuros experimentadores. •
J.E. Aparicio

Bem apreciar, para bem comprar…
Mais do que uma bebida, todo o vinho contém uma historia. A sua personalidade e o seu carácter originam emoções e proporcionam momentos de alegria e prazer. A magia da apreciação e a descoberta de novos aromas e sabores proporcionam paixão e momentos de grande satisfação. Na descoberta e subtileza dos nossos terroirs, escolhemos dois vinhos que nos reservaram momentos bastantes agradáveis — Marquês dos Vales, Vinho Branco Selecta 2007, Regional Algarve – Quinta dos Vales, e o Quatro Caminhos Tinto 2006 Reserva Alentejo DOC – CADE, S.A.
Texto: Bento de Carvalho – Engenheiro Agrónomo
Marquês dos vales Vinho Branco Selecta 2007 Reg. Algarve
Quinta dos Vales
A Quinta dos Vales, propriedade do cidadão alemão Karl Heinz Stock situa-se perto da vila de Estômbar, uma das povoações mais antigas do Algarve, que já se chamou Sanabus durante a ocupação árabe. A quinta tem uma área de 43 hectares, benefecia de condições climatéricas especiais, entre o mar e a Serra de Monchique, e tem uma área de vinha de 17ha instalada em solos calcários, xistosos e argilosos, mas somente 12ha estão em produção, estando previsto uma plantação de mais 8 hectares.
Em relação às castas brancas existentes, encontram-se o Arinto, Malvazia Fina e a Síria, tendo já sido plantadas outras castas, como o Alvarinho, Viognier, Gouveio e foi aumentada a área do Arinto.
O Marquês dos Vales, Vinho Branco 2007 Selecta Regional Algarve é elaborado com as castas Arinto, Malvasia Fina e Síria, tem uma elegante cor citrina/dourada, com reflexos esverdeados, aspecto límpido e brilhante, aromas frutados, finos e elegantes, com boa expressão aromática, notas de frutos tropicais, boa estrutura na boca, equilibrado, o frutado acompanha o vinho até final, boa acidez, termina vivo e com agradável persistência.
89 PONTOS €7,00
Foram produzidas 7.000 garrafas, o PVP é de €7,00, o vinho pode ser encontrado no Intermarché de Lagos e Carvoeiro e vamos apreciá-lo a acompanhar um fresco e vivo besugo grelhado.
Quatro Caminhos Vinho Tinto 2006 Reserva Alentejo DOC
Herdade do Monte da Ribeira, CADE, SA
A Herdade do Monte da Ribeira, propriedade da Companhia Agrícola de Desenvolvimento – CADE, SA, situa-se junto à povoação de Marmelar, Vidigueira, tem 330 hectares de superfície, entre áreas de olival, vinha e mancha florestal. Actualmente a área de vinha é cerca de 45 ha, sendo 14ha de vinha de castas brancas e 31 ha de castas tintas. Entre as castas tintas existentes há a considerar a presença de Aragonêz, Trincadeira, Castelão, Alfrocheiro, Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Syrah e Cabernet Sauvignon.
O vinho Quatro Caminhos Tinto 2006 Reserva Alentejo DOC, CADE, SA, é produzido a partir das castas Trincadeira, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon, 14,0% vol. álcool, apresenta cor granada intensa, estagiou em barricas de carvalho francês e americano, tem um nariz franco que resulta intenso pelos seus persistentes aromas de fruta madura e pela passagem pela madeira, o que originou maior concentração e complexidade, estruturado e equilibrado na boca, possui uma textura tânica harmoniosa que lhe garante longevidade, carácter e persistência.
90 PONTOS €12,00
Foram produzidas 6.700 garrafas deste personalizado vinho, o PVP é €12,00 e poderá ser encontrado no El Corte Inglês, sendo distribuido na região de Lisboa pela International Tabacos e na zona da Amadora por A. Fabiano, lda.. Vamos apreciar toda a sua potencialidade organoleptica servido a uma temperatura de 16-18ºC ao acompanhar um saboroso arroz de lebre bem condimentado.
