You are currently browsing the tag archive for the ‘garrafeira’ tag.

vinhoqqc_76

Garrafeira “Vinho em qualquer circunstância” (PDF)
Um paraíso para apreciadores e amantes do vinho

O conceito do espaço não se restringe a um simples restaurante, garrafeira ou loja de produtos gourmet. Vinho em qualquer circunstância é tudo isso e muito mais: um autêntico paraíso para apreciadores e amantes do vinho que, na vila da Batalha, encontram uma casa a eles inteiramente dedicada…

Reportagem: Patrick Neves

Numa das mais turísticas e bonitas vilas da região centro, a Batalha, o histórico bar Circunstância (que existia há 16 anos) deu lugar, em Setembro de 2006, ao Vinho em qualquer circunstância – um espaço multifacetado dedicado a todos os apreciadores e amantes do vinho, criado a partir duma ideia original que junta vários conceitos num só. Localizado a cerca de 200 metros do Mosteiro de Santa Maria da Vitória e próximo das principais vias de comunicação (A1, A8 e IC2), trata-se dum local de convívio e lazer que proporciona diversas acções relacionadas com vinho que o cliente pode experimentar: provas de vinhos, degustação de petiscos e pratos tradicionais, vinho a copo, exposições, loja de vinhos, acessórios e produtos gourmet, e ainda Clube Enófilo.
Inovador em design e bom gosto, tem uma decoração pormenorizada e requintada, iluminada por enormes candeeiros em acrílico de tons fortes e quentes. No rés-do-chão, o restaurante assume o maior protagonismo, com lugares junto às enormes janelas e mesas cuidadosamente postas (incluindo cadeiras com frases e provérbios alusivos ao vinho inscritos em vidro nas costas), balcão com garrafeira refrigerada, mesas com bancos altos e uma área mais cosy, com sofá e mesas baixas. Ao fundo, a loja de vinhos e produtos gourmet tem um mostruário onde se destacam caviares, vinagres e azeites e, ao centro, um espaço lúdico integra, para além duma Biblioteca Enófila com livros, jogos, revistas, jornais e outras publicações. Todos os vinhos disponíveis na carta, cerca de 500 referências de todo o país e alguns estrangeiros, têm aconselhamento especializado e várias opções a copo, podendo ser também adquiridos na loja. As garrafas estão expostas em cubos de vidro que, no primeiro andar, assumem a função de mini garrafeiras.

Clientes compram a própria garrafeira e armazenam os seus vinhos
O piso superior foi reservado à sala de refeições e à galeria do Clube Enófilo, uma zona reservada e de acesso exclusivo, onde os clientes interessados podem adquirir a própria garrafeira e armazenar os seus vinhos. Cada garrafeira é constituída por um cubo particular, feito por alvéolos em vidro com estrutura de madeira, que servem simultaneamente de divisória e elemento decorativo.
Para se tornar sócio é necessário preencher uma ficha de adesão, posteriormente levada a apreciação pela direcção do Clube, permitindo o acesso a preços muito vantajosos no que diz respeito a vinhos e tendo, entre outros benefícios, 20% de desconto em todos os produtos da loja, assim como reduções junto dos parceiros associados. Cada membro obtém um dos 448 cubos disponíveis para armazenar as suas garrafas (que podem ser trazidas de casa ou adquiridas na loja), um cartão especial Clube Enófilo e acesso privilegiado às newsletters com todas as promoções e eventos a realizar.
Através do site www.circunstancia.com.pt o associado pode, entre outras vantagens, consultar o seu cubo, participar no fórum e fazer compras online.

Área reservada a grupos de empresas ou particulares
Para grupos de empresas ou eventos particulares está reservada uma área de provas e degustação de vinhos, de acordo com a solicitação do cliente, onde podem organizar-se reuniões e eventos com capacidade até 100 pessoas ajustados à medida das empresas. Mediante reserva, o espaço pode ser usufruído fora do horário habitual de funcionamento do estabelecimento, podendo ser uma excelente alternativa para um lanche de fim de tarde, jantar ou mesmo para uma refeição fora de horas (a cozinha encerra de segunda a quinta às 23.30 horas e, às sextas e sábados, às 24.00 horas).

A filosofia do espaço
Segundo Goretti Coelho, membro da Direcção, “os objectivos do Vinho em qualquer circunstância foram sendo alterados à medida que o espaço foi criado pois a intenção inicial era fazer uma tasca moderna. Toda a carta gastronómica foi pensada tendo em conta esse critério (sendo maioritariamente formada por petiscos, ou tapas) mas rapidamente se percebeu que o cliente que vem com alguma frequência e degusta um vinho de 60, 80 ou 120 euros prefere um prato completo e, por isso, disponibilizamos agora para além de 18 petiscos diferentes, 5 pratos de carne e 5 de peixe, que mudam trimestralmente. A ideia inicial de Alfredo Monteiro, o principal sócio do projecto e proprietário do bar Circunstância, era transformar o espaço em algo diferente e, visto que sempre foi apaixonado por vinhos, resolveu criar este projecto”.
“Para a remodelação foi contratado um gabinete de arquitectos de Porto-de-Mós, guiado por André Silva, mas grande parte da decoração fica a dever-se ao gosto pessoal de Alfredo Monteiro que tem muito jeito e já possuía em casa uma garrafeira considerável”.

Os vinhos disponíveis
Para comprar e levar para casa, deixar no cubo ou acompanhar um petisco ou refeição, o Vinho em qualquer circunstância disponibiliza cerca de 500 referências de néctares de todo o país e alguns estrangeiros (todos climatizados). “Em termos de margem de lucro o máximo que se obtém com a venda de cada vinho é 70%, e quanto mais alto é o preço menor é a percentagem cobrada. Isto permite ao cliente enófilo beber um vinho muito bom a um preço muito interessante o que de certa maneira vai fidelizar a sua presença no espaço”, explicou Goretti Coelho. “No Clube Enófilo os preços praticados são 20% abaixo daqueles que existem no restaurante havendo também vinhos muito caros que não estão inscritos na carta por existirem em quantidades muito reduzidas. Para o cliente normal existem 20 vinhos servidos a copo, entre tintos, brancos, vinhos do Porto, licorosos e vinhos de sobremesa, que mudam mensalmente e provêm de todas as regiões vinícolas portuguesas”.
Pedro Sousa, Wine Manager, disse que “a escolha para inserir vinhos na carta recai essencialmente sobre referências de pequenas produções, das quais 98% são vinhos de qualidade nacionais de todas as regiões. Temos também as marcas mais conhecidas e solicitadas, no entanto, a intenção é dar a conhecer produtos novos que vamos descobrindo, aceitando por vezes sugestões de clientes que, frequentemente, nos despertam o interesse para conhecer determinada marca ou produtor. Existem ainda vinhos de países como o Chile, Austrália ou África do Sul”.
E porque o vinho se bebe em qualquer circunstância e lugar, mas não de qualquer maneira, a atenção no serviço é redobrada: copos Riedel, bons utensílios do vinho, aconselhamento sábio e temperaturas adequadas transformam aqui as degustações em momentos vividos, únicos e, certamente, inesquecíveis… •

Garrafeira
Vinho em qualquer circunstância

Morada: Estrada de Fátima, 15 2440-901 Batalha
Tel: 244 768 777
Fax: 244 768 695
E-mail: geral@circunstancia.com.pt
Site: www.circunstancia.com.pt
Horário de Funcionamento: 2ª a 6ª das 17.00 às 00.00 h;
Sábado das 12.00 à 01.00 h; Domingo das 12.00 às 16.00 h.

montra74

Garrafeira Wine o’Clock
Ao ritmo intenso e cosmopolita da capital

Inaugurada em Novembro de 2007, a Wine o’Clock é uma garrafeira elegante, moderna e cheia de vida que opera ao ritmo intenso e cosmopolita da capital. Introduzindo um conceito único em Portugal, sediou-se numa das mais movimentadas avenidas de Lisboa, ocupando 385 m2 do rés-do-chão e primeiro andar dum prédio novo.

Reportagem: Patrick Neves

Pertencente a uma cadeia de lojas especializadas que já detém duas moradas em Matosinhos e Aveiro, a garrafeira Wine o’Clock Lisboa abriu portas, tal como as outras, com o objectivo de ser o mais inovador projecto de retalho de vinhos e bebidas em Portugal. O projecto nasceu em Dezembro de 2006 pela mão do enófilo António Nora e dois amigos, permitindo a criação de espaços nos quais se pode encontrar uma excepcional gama com mais de 3000 referências de vinhos e bebidas (nacionais e internacionais), criteriosamente seleccionadas e com preços muitos competitivos, acessíveis a todas as bolsas. Para além disso incluem vários acessórios para o serviço de vinhos, livros, revistas e filmes da especialidade, uma selecção de produtos gourmet, charutos topo de gama e, ainda, cursos de vinhos, workshops, degustações diárias, provas de vinhos comentadas, jantares temáticos, apresentação de novos produtos e eventos vários. A diversidade de oferta e a qualidade do serviço aliam-se ao aconselhamento personalizado dos clientes, procurando marcar a diferença, com profissionalismo e ética.

A loja de Lisboa

A loja situada na zona das Amoreiras, em Lisboa, foi o terceiro espaço Wine o’Clock a abrir em Portugal. Dividido por dois requintados pisos dum edifício novo, apresenta espirituosos e os melhores vinhos nacionais e estrangeiros, em prateleiras que não incluem só a gama mais alta mas também néctares a preços acessíveis, alguns dos quais provenientes de países do Novo Mundo. No primeiro andar, isolados numa sala climatizada, podem encontrar-se alguns rare wines (ou grandes vinhos do mundo), entre os quais o Château Petrus 2004, que é o vinho de mesa mais caro vendido na loja, a 1777 euros, e é considerado um ícone. Aqui há lugar também para algumas preciosidades portuguesas, sendo o restante andar preenchido com vinhos do Porto, madeiras, champanhes, espumantes e bebidas espirituosas como whisky, vodka, cognac, gin ou cachaça. Recentemente foi reservada ainda uma zona dedicada às águas gourmet, localizada mesmo ao lado do wine bar Let’s Drink, onde se cumpre a função de prova de vinhos todas as quartas-feiras, às 19.00 horas. No piso inferior o destaque vai para a secção onde estão expostos produtos gourmet, a cristaleira (com copos, decanters e outros acessórios de vinho), as montras exploradas por produtores e a torre de champanhe.
Em declarações à Nectar, o gerente da loja, Carlos Jorge, que durante 7 anos foi responsável pelo Club del Gourmet do El Corte Inglês, referiu que “a Wine o’Clock nasceu com a ambição de se tornar num dos grandes projectos vínicos portugueses, diferente das tradicionais garrafeiras e das propostas feitas por alguns gourmet em restaurantes, oferecendo um leque de escolha variado de vinhos nacionais e internacionais que, por vezes, dificilmente chegam ao nosso país”. “Somos representantes exclusivos de algumas marcas internacionais, por exemplo do Chile, Argentina ou Austrália e, a nível nacional, tentamos implementar projectos com produtores, vendendo os seus vinhos ou incentivando à criação de marcas únicas, como é o caso dos vinhos Simetria, desenvolvidos com Paulo Laureano, ou os vinhos de mesa da Quinta do Roriz, da responsabilidade de Cristiano Van Zeller, que só aqui se vendem”.

Projectos até 2010

Tendo em vista a total cobertura do território português, este ano, a cadeia de lojas prevê a abertura de mais dois espaços: o Oporto Wine Cellars by Wine o’Clock (em Lisboa) e uma loja em Almancil (no Algarve).
Localizada num armazém do porto de Lisboa, junto ao Jardim do Tabaco, a Oporto Wine Cellars irá ocupar uma área de 800 m2, fazendo a reprodução exacta das caves de vinho do Porto em Gaia. Apresentará referências das principais casas produtoras de vinho do Porto, constituindo uma experiência única dos habitantes do sul e dos turistas que visitam Lisboa no contacto com esta nobre bebida. O objectivo é aproximar o vinho das gerações mais novas, que através da criação de um espaço próprio para provas e wine bar irão usufruir de várias acções promocionais e de formação à volta da temática do Vinho do Porto, bem como de eventos e exposições.
Em Almancil o conceito seguirá a filosofia do resto do país, estando agora em fase de exploração a futura localização da loja.

Outros serviços

De entre os vários serviços disponibilizados pelas lojas Wine o’Clock destacam-se eventos desenvolvidos em parceira com algumas empresas exteriores, nomeadamente instituições financeiras. É ainda facultado apoio à área de hotelaria e restauração, através da Wine o’Clock Direct, que faz consultoria, fornecimento de vinhos e elaboração de cartas de vinhos, bem como venda on-line, acedendo ao site www.wineoclock.com.pt. •

Garrafeira Wine o’Clock
Morada: Rua Joshua Benoliel 2B – 1250-133 LISBOA
Tel: 213833237
Fax: 213888004
E-mail: lisboa@wineoclock.com.pt
Site: www.wineoclock.com.pt
Horário de Funcionamento: Das 10:30h às 20:30h
Encerra: Domingo

almada

Garrafeira D’Almada
Uma pequena loja repleta de grandes vinhos

O espaço é curto, mas a oferta é grande e de qualidade. A Garrafeira D’Almada dispõe de cerca de 900 referências de vinhos, boa parte deles de gama alta, e alguns difíceis de encontrar noutros locais. Por isso, há quem não se importe de atravessar o Tejo para a visitar.

Reportagem: Nuno Xavier

Tal como os homens, também as lojas não se medem aos palmos. A prova disso é a Garrafeira D’Almada, um estabelecimento com escassos 16 metros quadrados que, apesar das reduzidas dimensões, alberga um valioso espólio de vinhos e bebidas espirituosas que o faz ser visitado regulamente por muitos e exigentes apreciadores, alguns dos quais provenientes da margem norte do Tejo.
O responsável pela proeza é Alexandre Elbling, que no final da década de 1980 criou a empresa Garrafeira D’Almada, inicialmente dedicada em exclusivo à venda de vinho a retalho, sobretudo para restaurantes. Em 1996, abria a loja de venda ao público, na Avenida Prof. Egas Moniz, situada na zona central da cidade que dá o nome à garrafeira.
Desde então, a loja angariou um conjunto de centenas de clientes fiéis, devido à política posta em prática pelo proprietário: praticar preços inferiores aos dos estabelecimentos semelhantes, estar atento às novidades que vão surgindo no mercado e dar uma atenção especial a cada cliente – o que implica, por exemplo, conhecer os seus gostos e preferências, ou empenhar-se em satisfazer todos os pedidos, por mais difícil que seja encontrar um determinado vinho.
Graças a esta política, há muito que a Garrafeira D’Almada expandiu o seu universo de clientes para além da Margem Sul do Tejo. “Temos clientes de Cascais, do Estoril, de Lisboa… Alguns vêm cá há anos”, afirma Alexandre Elbling. Há ainda muitos clientes que já nem precisam de deslocar-se à garrafeira, uma vez que recebem regulamente por e-mail informações sobre as novidades disponíveis. Estas informações são enviadas para uma lista com centenas de contactos de clientes, parte dos quais opta por fazer as suas compras também através do correio electrónico.

Topos de gama mais procurados

Embora pequena, a Garrafeira D’Almada, com as suas quatro paredes literalmente forradas de garrafas, aloja “entre 800 e 900 referências, só de vinhos”. A estas juntam-se mais umas largas dezenas de marcas de outras bebidas, com destaque para uma notável selecção de uísques de malte, composta por cerca de 50 referências, algumas das quais raras no mercado português – o que justifica que esta seja outra área em que o estabelecimento tem clientes fiéis. Na loja, há ainda espaço para uma prateleira dedicada aos produtos gourmet, como azeites, ovas de sardinha, doce de figo ou flor de sal.
Dos vinhos, “o que se vende melhor são os ‘mitos’”, diz Alexandre Elbling, referindo-se ao Pêra-Manca, ao Barca Velha e ao Redoma Reserva. Também os outros topos de gama registam boas vendas, porque “quem se habitua a uma certa qualidade depois não quer vinhos com menos qualidade”. A garrafeira também dispõe de uma grande selecção de vinhos de gama média, mas as vendas são menores. A este propósito, e tendo em conta a crise económica que Portugal e a generalidade dos países do mundo atravessam, o proprietário resume o que se passou nos meses mais recentes:
“Os clientes não deixam de comprar vinhos de gama alta, mas compram em menores quantidades”.
Este cenário tem, no entanto, tendência a alterar-se devido à política de preços praticada por produtores e distribuidores. “Pinta-se demais a manta sobre os custos de produção e os produtores e distribuidores aproveitam para subir os preços”. O resultado é que se encontram à venda “vinhos a 30 e 40 euros que não têm qualidade” que justifique este valor. Alexandre Elbling deixa, por isso, um aviso: “Por enquanto, os vinhos que aumentam mais de preço são os que se vendem mais depressa. Mas um dia destes isto acaba!”.
Aliás, prossegue o empresário, há já casos de “vinhos que se vendiam bem há quatro ou cinco anos e hoje ninguém os quer”. Uma situação que resulta do aumento exagerado dos preços, mas mais ainda da “degradação da imagem do produto”. Também esta degradação é,
na opinião de Alexandre Elbling,
da responsabilidade de produtores e distribuidores, que “metem os vinhos em tudo quanto é sítio” – nomeadamente nas grandes superfícies, onde a forma como os produtos são expostos e tratados leva a que dificilmente uma marca consiga manter uma imagem diferenciada das restantes.
As criticas do fundador da Garrafeira D’Almada dirigem-se em particular ao que acontece com os preços dos vinhos brancos, que não correspondem à qualidade da maioria dos produtos. “Temos cinco ou seis brancos realmente bons”, afirma, justificando o facto de a esmagadora maioria dos vinhos presentes na sua loja serem tintos. E, ainda sobre os preços, desabafa: “Há produtores que parece que nunca beberam os brancos da Nova Zelândia ou de França” – vinhos que, aliás, a garrafeira também tem para venda.

Douro lidera procura

No que toca a regiões, a mais procurada é a do Douro, embora a garrafeira se situe a sul do Tejo. De resto, Alexandre Elbling não tem dúvidas de que o Douro é a região que, pelo seu terroir, tem potencial para produzir melhores vinhos. Sobre o Alentejo, diz que as características do solo e o clima levam a que a maioria dos vinhos sejam “parecidos uns com os outros”. Excluem-se deste cenário os topos de gama, que são precisamente os que mais se vendem, já que os clientes da garrafeira são, na generalidade, pessoas exigentes e informadas. Outra região que regista uma boa procura, também ao nível dos topos de gama, é a do Dão.
Nas prateleiras mais elevadas da Garrafeira D’Almada pode admirar-se uma interessante colecção de garrafas de vinho do Porto, outro produto que se vende em boas quantidades, e mais uma vez com destaque para os topos de gama.
O mesmo se passa com os moscatéis, categoria de que a garrafeira conserva alguns exemplares que já dificilmente se encontram no mercado.
Além das garrafas em exposição, Alexandre Elbling tem ainda, na sua colecção particular, “mais de 1000 garrafas de moscatel e 2000 de Porto”, todas de gama alta, que em princípio não se destinam à venda. O que não significa que possam ser transaccionadas, caso apareça algum interessado. •

mood

Garrafeira Mood for Wine
Diversidade no centro de negócios do Porto

A criação de um espaço integrado de gastronomia no Porto Palácio Congress Hotel & Spa exigiu uma oferta de vinhos diversa e, sobretudo, um conceito de garrafeira deveras inovador. A Mood for Wine nasceu para dar resposta a esse desafio.

Texto: Marc Barros

A remodelação, em 2007, do Porto Palácio Congress Hotel & Spa, que integra o universo Sonae, deu origem a cinco restaurantes com propostas tão diversas que vão desde a cozinha japonesa ou italiana, passando por uma oferta gourmet ou mesmo as típicas francesinhas. Daí que os seus responsáveis tenham decidido criar uma garrafeira que fosse capaz não apenas de servir todos os espaços de restauração, mas também de criar um leque diversificado de oferta vínica, num espaço atraente e funcional. Em suma, este é o conceito da garrafeira Mood for Wine.
O Porto Palácio Congress Hotel & Spa, localizado na central e exclusiva Avenida da Boavista, o grande centro de negócios da cidade, avançou com um conceito de restauração inovador na cidade, promovendo a experimentação de várias propostas gastronómicas, conduzidas pela mão firme e sabedora do chef Hélio Loureiro, pelo que decidiu criar o conceito de garrafeira “com um variado leque de opções, gerando a necessidade de acompanhar essa oferta gastronómica com uma renovada e ampliada carta de vinhos”, recorda Miguel Ribeiro, director de F&B do Porto Palácio.
No seu conjunto, os restaurantes gourmet-grill Le Coin, o italiano Grappa,
o restaurante sushi Góshô, o wellness corner Vita Pura e o Porto Beer, sem esquecer o VIP Lounge, privilegiadamente situado no terraço do hotel, proporcionam um conjunto único de sabores que requerem um adequado acompanhamento de vinhos, com cartas variadas e, sobretudo, «democráticas». A selecção foi movida pela preocupação de “ter vinhos disponíveis para todos, com preços desde os 12 euros aos 3100 euros, dinâmica, com grande capacidade de rotatividade mas com preocupações de qualidade”.

Porto e Douro dominam

Acompanhado pela formação e consultoria de Carlos Magalhâes, produtor e professor na Escola Superior de Hotelaria do Porto, o projecto resultou numa selecção de produtos efectuada por outros três responsáveis: o então sommellier Abílio Nogueira e Miguel Ribeiro e Ricardo Ferreira na direcção de F&B.
E, como não poderia deixar de ser, é composta em cerca de 70% por vinhos do Douro e Porto. Neste capítulo, a selecção “procurou fazer um esforço no sentido de incluir todas as casas produtoras. Começámos pelos tawny mais recentes, seguindo-se os vinhos com indicação de idade” – 20, 30 e mais de 40 anos
(a categoria mais procurada, confidencia Miguel Ribeiro), e “prolongámos a oferta pelos LBV e Vintage”, estes também muito procurados mas mais caros (sobretudo os mais velhos), numa selecção dos melhores anos. Ao todo, são 128 referências de vinho do Porto, sendo que “a região do Douro foi também contemplada com uma abordagem mais exaustiva”, que vai desde a marca Vila Régia aos topo de gama Quinta da Leda, Vale Meão e Barca Velha.
Porém, as outras regiões nacionais não foram descuradas. Depois de ter as referências mais representativas das várias regiões, a selecção pretendeu ainda incidir sobre os vinhos monocasta. Trata-se, segundo Miguel Ribeiro, de apostar na “divulgação das castas autóctones”, trabalho esse “que não é fácil e tem maior aceitação junto dos estrangeiros, que estão habituados a beber vinhos das chamadas castas internacionais e aqui encontram algo novo”. Nas diversas regiões nacionais, o director de F&B do Porto Palácio destaca como regiões mais procuradas o Alentejo e ressalta o Dão, “esquecida durante muitos anos e que agora produz óptimos vinhos a preços muito bons, tornando estes produtos muito competitivos”.
Também as mais representativas regiões mundiais não foram esquecidas, “resultado do próprio histórico do hotel”, quedando-se por algumas das regiões mais características e conhecidas do público, desde Espanha, França, Itália, Nova Zelândia (Villa Maria e Framingham), Austrália, EUA (Napa Valley), Chile (Alma Viva) ou Argentina, com os clássicos representantivos de cada região produtora. “Não queremos alargar muito esta oferta, porque falamos de grandes investimentos, mas temos os mais representativos. Até porque, como estamos no Porto, fará mais sentido optar por vinhos da região”. Segundo Miguel Ribeiro, “não é normal um estrangeiro pedir vinhos internacionais, pois prefere provar e conhecer os vinhos do Porto e Douro”. Aliás, curiosamente, são os clientes nacionais quem mais pede e escolhe vinhos estrangeiros, sobretudo Cava e Champagnes.
Actualmemente com 390 referências e 1700 garrafas, a selecção inicial “ultrapassou em muito o investimento previsto de 80 mil euros, pelo que houve necessidade de efectuar muitas correcções, sobretudo ao nível dos vinhos do Porto e em alguns anos de colheita, nomeadamente nos Prémier Crú”. Como curiosidade, registe-se que, dos três vinhos mais caros, apenas um é português, um vinho do Porto Vintage da Real Companhia Velha, que se fica por uns «modestos» 2700 euros, não muito distantes dos 3100 pedidos pelo branco biológico Montrachet Romanée Conti 2002 ou dos 1900 euros que custa uma garrafa de Château Petrus 2001.
O dinamismo das cartas de vinhos afere-se pela regularidade da sua modificação, de periodicidade mensal, e na “introdução de novas colheitas ou novas referências”, através de provas também elas mensais. Estas são provas cegas, em que o vinho é provado pela equipa e no final é feita uma sugestão de preço de compra e de venda. Por vezes “surgem surpresas, com vinhos tendencialmente mais em conta a serem classificados como vinhos caros e vice-versa, com vinhos caros no mercado e que, na prova, não justificam esse preço”, explica Miguel Ribeiro.

Preço vs. serviço

Uma questão sempre delicada prende-se com a fixação de preços dos vinhos nos restaurantes, tema polémico e sobre o qual incidem fortes queixas, quer por parte dos consumidores, quer mesmo dos produtores, que reclamam das elevadas margens apostas pelos estabelecimentos de restauração e que induzem à quebra no consumo do vinho.
Os preços estabelecidos pelo Porto Palácio são fixados “em função do preço de compra, com um vinho caro com tendência para ter margens mais reduzidas”, enquanto que no segmento chamado preço/qualidade “as margens são multiplicadas em média por 1,5 ou 2”. Na perspectiva de Miguel Ribeiro, este dado é importante “se pensarmos que, há uns anos atrás, estas margens poderia ir até cinco vezes mais num hotel de cinco estrelas”.
Por outro lado, continua, “o cliente não paga apenas um vinho – paga um serviço, copos, formação adequada dos funcionários, sistemas de armazenamento e climatização dos vinhos guardados. Procuramos estabelecer uma prática de valor justo” face a outros estabelecimentos com um nível de serviço “inferior mas cujos preços se equiparam aos nossos”. E, como assegura aquele responsável, “os clientes valorizam cada vez mais esses pormenores”. Por outro lado, “caso optem por não pedir uma garrafa, podem sempre recorrer ao serviço de vinho a copo, dentro de uma carta de 20 referências das várias regiões nacionais”.
Porém, vinhos há na Mood for Wine em que esse percentual médio é mais baixo. “No caso dos vinhos do Porto, um Vintage 2005 que custe no mercado 80 euros não poderá ter um preço de garrafeira acima dos 125 ou 130 euros, porque a nossa política privilegia sobretudo a rotatividade dos vinhos que temos em stock”.

As tendências de consumo

A diversificação da oferta gastronómica permite ainda estabelecer padrões tendencias de consumo dos vinhos em função dos restaurantes. E se “a maioria dos clientes procura vinhos relativamente jovens, das colheitas mais recentes, frutados, frescos e com madeira, mais exuberantes e que apostam na relação qualidade /preço”, trabalho esse que os enólogos têm vindo a desenvolver na produção de vinhos de consumo mais imediato, já “os vinhos mais velhos, os reserva ou os monocasta necessitam claramente do trabalho da equipa, com uma sugestão ou uma boa combinação com os pratos, até porque os clientes são mais conhecedores. É óbvio que algumas referências, por serem mais conhecidas, não precisam desse trabalho, vendem-se por si, ou seja, o marketing já está feito”. Com efeito, “quem pede um Barca Velha ou um Pêra Manca já sabe ao que vai”.
Assim, o restaurante gourmet Le Coin percorre toda a carta, pois tem uma oferta gastronómica mais abrangente. Os restantes possuem a sua própria carta de vinhos, com algumas das referências consideradas mais apropriadas às comidas: “o Grappa procura, para além das referências italianas, vinhos mais jovens e frutados, com produtos de fácil consumo, adequada para a hora de almoço”. Por sua vez, “o restaurante sushi tem uma tendência para os espumantes, brancos ou rosés”.

A conjugação entre as cartas de vinhos

e a oferta gastronómica é igualmente um apanágio do chef Hélio Loureiro, conhecido pelas harmonizações que produz com os vinhos, com maior destaque para os vinhos do Douro, Porto, Moscatéis e vinhos verdes. A formação da equipa, feita numa base semanal, vai igualmente nesse sentido. Mais ainda,
o Porto Palácio promove regularmente jantares vínicos, de base mensal no Porto Beer e bimensal no Le Coin. •

Uma oferta variada

A garrafeira Mood for Wine contou com um custo de construção de cerca de 35 mil euros e um investimento inicial de 54 mil euros na aquisição de 1500 garrafas, contando com doze variedades de champanhes e espumantes, cerca de 35 opções de vinhos brancos e 145 de tintos, para além das 128 referências de vinho do Porto. Ainda no portfólio de produtos nacionais, aquela garrafeira dispõe de mais de trinta referências de vinhos que vão desde o Moscatel (incluindo o cada vez mais raro Moscael Roxo) ao vinho da Madeira, passando ainda pelas aguardentes vínicas.
Uma vez que se trata de uma oferta voltada para apreciadores e para clientes estrangeiros – estes com forte incidência na taxa de ocupação do Porto Palácio -, a Mood for Wine conta com uma selecção de cerca de seis dezenas de vinhos estrangeiros, onde pontificam o já referido Montrachet Romanée Conti 2002 (Bourgogne – França), os bordaleses Château Lafite Rothschild 2001, Château Latour 2001, Château Margaux 1998 ou Château Petrus 2001. Flor de Pingus 2003 – Ribera del Duero (Espanha), Opus One 2000 Robert Mondavi – Napa Valley (E.U.A.) ou Almaviva 2004 – Concha y Toro (Chile), estão também incluídos.
Para além de apoiar todos os restaurantes do espaço integrado de gastronomia, a Mood for Wine permite aos clientes a aquisição dos néctares mais apreciados com a vantagem de um desconto de 10% sobre o preço da carta. Decanters, copos, termómetros e outros acessórios vínicos estão também disponíveis naquele espaço, que inclui área de conservação climatizada de vinhos tintos e vinho do Porto e três gabinetes de refrigeração para vinhos brancos, espumantes e champanhes, podendo albergar cerca de 3500 garrafas. Com a assinatura de Paulo Lobo, o design da Mood for Wine incide em materiais como o vidro para permitir o acesso visual a clientes e apreciadores que frequentam a área comum do espaço integrado de gastronomia. Para completar a gama de produtos da garrafeira, o Porto Palácio oferece ainda uma carta de águas com cerca de duas dezenas de origens distintas e mais de quarenta referências no que respeita a Whisky, Cognac e Armagnac. •

Editorial 76

Vinhos verdes: Frescas propostas na nova estação
No auge da Primavera e com o Verão quase, quase a chegar, o calor obriga-nos por vezes a parar, encontrar uma sombra e refrescar. E, para desfrute total, nada melhor que um vinho português, branco ou rosé, servido à temperatura adequada ou, para os mais aprimorados, um espumante bruto ou um licoroso fresquinho. ler mais

J. E. APARÍCIO - Director

Calendário

Junho 2012
S T Q Q S S D
« Jan    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930  
Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.