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A distinção, nobreza e excelência do Porto Krohn
Colheita 1968 brilha em Paris
Organizado pela “Union d’Oenologues de France”, realizou-se em Paris,
no Hotel Holiday Inn Republique, de 27 de Fevereiro a 3 de Março de 2009,
a 15.ª edição do Vinalies Internationales.
Reportagem: Bento de Carvalho
A este prestigioso concurso internacional de vinhos concorreram 3034 vinhos provenientes de 41 paises, que foram provados em absoluto anonimato, classificados e descritos por 127 provadores de 32 nacionalidades diferentes, estando Portugal representado por Bento de Carvalho e Francisco Antunes.
Os provadores foram distribuidos por 18 comissões de avaliação, sendo cada comissão constituída por 5 elementos, sendo 2 de nacionalidade francesa e 3 estrangeiros. Foi utilizada a ficha de prova designada por OIV/UIEO de 0-100 pontos, inserida num computador de bolso PDA, tendo sido provados diariamente cerca de 35 vinhos.
Aos 3034 vinhos que se apresentaram a concurso, o júri internacional atribuiu 198 Vinalies de Ouro e 763 Vinalies de Prata, e Portugal apresentou 146 vinhos, tendo conquistado 10 Vinalies de Ouro (6,8% do total) e 45 Vinalies de Prata 830,8%), sendo de realçar a conquista do “Trophée Vinalies Internationales” da categoria de vinhos licorosos, atribuido ao Porto Krohn Colheita 1968 da Empresa Wiese & Krohn Sucs., por ter conquistado a medalha de ouro e por ter sido o vinho melhor classificado na categoria dos vinhos licorosos.
É de destacar também, entre todos os premiados, as 3 Vinalies de Ouro e 1 Vinalies de Prata conquistadas pela Casa Agrícola Cortes de Cima e as 2 Vinalies de Ouro e 12 Vinalies de Prata arrecadadas pela Sogrape Vinhos SA, que bastante prestigiaram a presença nacional.
A proclamação dos resultados e a entrega dos “Trophée des Vinalies Internationales” realizou-se durante o jantar de encerramento “Vinitech” no Pavillon Cambon Capucines, na presença de entidades oficiais, membros da organização, patrocinadores e provadores, e decorrendo num ambiente de solenidade e de grande convívio. Pelo sucesso do concurso e pelo trabalho realizado, felicitamos a Union des Oenologues de France, na pessoa do seu presidente Tierry Gasco e a Directora do Concurso Beatrice da Ros pelo prestigio alcançado, assim como pela magnífica visita técnica proporcionada à região de Saint-Emilion, com deslocações ao Chateau Beau Séjour e Chateau Luchey-Halde (Pessac-Léoguan) •
Provados & Classificados 74/75
Bag-in-box, uma embalagem moderna, funcional e atractiva
Desde os tempos mais remotos, o vinho é uma das bebidas mais apreciadas por milhões de consumidores.
Bento de Carvalho – Engenheiro Agrónomo
Ao longo do tempo, o acondicionamento do vinho tem sido uma preocupação — estruturas de madeira de salgueiro revestidas de pele, tonéis de madeira de palmeira, ôdres de pele de cabra e porco, ânforas, vasos de terracota, etc…., foram vasilhames utilizados para acondicionar o vinho e fazê-lo chegar ao consumidor.
Entre nós, ainda nos lembramos do espaço bem português da taberna nacional, ponto de encontro e de reunião colectiva implantada no coração histórico das cidades, onde se trocavam informações e saberes e em que o vinho era um símbolo místico, a expressão dum ideal, símbolo da sensibilidade do Homem, nos bons e maus momentos da vida. Aí se encontravam as pipas, as cartolas, os pipos, os garrafões, o banco corrido, o baralho de cartas, o dominó e o copo de três.
Hoje, com o moderno estilo de vida e com a sociedade em avançada transformação, assiste-se a uma evolução do comportamento do consumidor, cada vez com menos tempo para comer e menor poder de compra, dando preferência a outras bebidas (cerveja, refrigerantes, água), verificando-se uma tendência para beber menos vinho.
Com as dificuldades de trânsito existentes, principalmente nas cidades, a distribuição do vinho no abastecimento de restaurantes e locais de venda, tornou-se uma situação difícil e com gastos financeiros significativos.
A entrega, a devolução, as operações de lavagem de vasilhame, o tempo gasto nestas operações, são factores de custos elevados na venda do vinho.
A tradição no mundo do vinho assenta na investigação, na inovação e no progresso.
A produção, conservação e o acondicionamento de vinho até ao consumidor, obrigaram a desenvolver uma complexa tecnologia e promoveram o aparecimento de numerosas indústrias complementares de modo que o vinho chegue ao consumidor em perfeitas condições.
É o caso do Bag-in-Box, Tetra Pak, vedantes sintéticos, cápsulas de alumínio, vedantes de “cristal”, garrafas de plástico, etc…. O Bag-in-Box, hoje em dia também conhecido por BIB, é uma embalagem que tem ganho progressivamente uma parte importante do mercado a outros tipos de acondicionamento e abrindo o consumo a novos adeptos.
É uma embalagem conhecida por conservar o vinho por um período longo, uma vez aberta. É composta por um saco ligeiro de fôlha de alumínio, uma embalagem de cartão em forma de cubo, com um punho de transporte e uma torneira, que impede a entrada de ar. O saco ligeiro retrai-se seguindo a quantidade do vinho existente.
Graças a esta tecnologia, o vinho em BIB (3, 5, 10 e 20 litros), conserva-se vários meses porque é protegido pelo saco de folha de alumínio, cheio em vácuo ou em gás inerte, podendo o vinho consumir-se em vários dias, pois tirando várias quantidades de vinho em vários momentos diferentes, o resto do vinho fica em vácuo, protegido e conserva toda a sua potencialidade organoleptica.
Trata-se duma embalagem moderna, funcional e atractiva para produtores, comerciantes e consumidores. A sua boa e funcional utilização nos restaurantes que vendem vinho não engarrafado, a sua melhor apresentação estética para as donas de casa, a facilidade de transporte, o bom nível de satisfação junto do consumidor pelo principio da conservação e pela polivalência e pluridade de utilização, a não obrigação de devolução, tornam-na numa embalagem prática e sedutora.
A progressão do BIB a nível mundial é rápida e os consumidores estão a aderir a este tipo de acondicionamento, perfeitamente adaptado aos vinhos de média qualidade, para os vinhos do dia a dia, deixando a garrafa para os vinhos de qualidade nobre.
A tradição da garrafa de vidro guarda os seus atributos e a transparência, mas o peso está a diminuir cerca de 90g por garrafa vazia, e o objectivo essencial no futuro é limitar o impacto do transporte, com a diminuição das emissões de CO2 pela redução do peso das mercadorias transportadas.
À escala mundial estima-se em 150 milhões de hectolitros de vinho engarrafados em garrafas de vidro em cada ano e os acondicionados em Bag-in-Box representam já 20 milhões de hectolitros.
No nosso quotidiano, devemos previligiar as garrafas de vidro para receber amigos, mas nos novos tempos de consumo e em função de certas ocasiões, o Bag-in-Box poderá ser apresentado como uma curiosidade e uma descoberta moderna e atractiva. •

Bem apreciar, para bem comprar…
Mais do que uma bebida, todo o vinho contém uma historia. A sua personalidade e o seu carácter originam emoções e proporcionam momentos de alegria e prazer. A magia da apreciação e a descoberta de novos aromas e sabores proporcionam paixão e momentos de grande satisfação. Na descoberta e subtileza dos nossos terroirs, escolhemos dois vinhos que nos reservaram momentos bastantes agradáveis — Marquês dos Vales, Vinho Branco Selecta 2007, Regional Algarve – Quinta dos Vales, e o Quatro Caminhos Tinto 2006 Reserva Alentejo DOC – CADE, S.A.
Texto: Bento de Carvalho – Engenheiro Agrónomo
Marquês dos vales Vinho Branco Selecta 2007 Reg. Algarve
Quinta dos Vales
A Quinta dos Vales, propriedade do cidadão alemão Karl Heinz Stock situa-se perto da vila de Estômbar, uma das povoações mais antigas do Algarve, que já se chamou Sanabus durante a ocupação árabe. A quinta tem uma área de 43 hectares, benefecia de condições climatéricas especiais, entre o mar e a Serra de Monchique, e tem uma área de vinha de 17ha instalada em solos calcários, xistosos e argilosos, mas somente 12ha estão em produção, estando previsto uma plantação de mais 8 hectares.
Em relação às castas brancas existentes, encontram-se o Arinto, Malvazia Fina e a Síria, tendo já sido plantadas outras castas, como o Alvarinho, Viognier, Gouveio e foi aumentada a área do Arinto.
O Marquês dos Vales, Vinho Branco 2007 Selecta Regional Algarve é elaborado com as castas Arinto, Malvasia Fina e Síria, tem uma elegante cor citrina/dourada, com reflexos esverdeados, aspecto límpido e brilhante, aromas frutados, finos e elegantes, com boa expressão aromática, notas de frutos tropicais, boa estrutura na boca, equilibrado, o frutado acompanha o vinho até final, boa acidez, termina vivo e com agradável persistência.
89 PONTOS €7,00
Foram produzidas 7.000 garrafas, o PVP é de €7,00, o vinho pode ser encontrado no Intermarché de Lagos e Carvoeiro e vamos apreciá-lo a acompanhar um fresco e vivo besugo grelhado.
Quatro Caminhos Vinho Tinto 2006 Reserva Alentejo DOC
Herdade do Monte da Ribeira, CADE, SA
A Herdade do Monte da Ribeira, propriedade da Companhia Agrícola de Desenvolvimento – CADE, SA, situa-se junto à povoação de Marmelar, Vidigueira, tem 330 hectares de superfície, entre áreas de olival, vinha e mancha florestal. Actualmente a área de vinha é cerca de 45 ha, sendo 14ha de vinha de castas brancas e 31 ha de castas tintas. Entre as castas tintas existentes há a considerar a presença de Aragonêz, Trincadeira, Castelão, Alfrocheiro, Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Syrah e Cabernet Sauvignon.
O vinho Quatro Caminhos Tinto 2006 Reserva Alentejo DOC, CADE, SA, é produzido a partir das castas Trincadeira, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon, 14,0% vol. álcool, apresenta cor granada intensa, estagiou em barricas de carvalho francês e americano, tem um nariz franco que resulta intenso pelos seus persistentes aromas de fruta madura e pela passagem pela madeira, o que originou maior concentração e complexidade, estruturado e equilibrado na boca, possui uma textura tânica harmoniosa que lhe garante longevidade, carácter e persistência.
90 PONTOS €12,00
Foram produzidas 6.700 garrafas deste personalizado vinho, o PVP é €12,00 e poderá ser encontrado no El Corte Inglês, sendo distribuido na região de Lisboa pela International Tabacos e na zona da Amadora por A. Fabiano, lda.. Vamos apreciar toda a sua potencialidade organoleptica servido a uma temperatura de 16-18ºC ao acompanhar um saboroso arroz de lebre bem condimentado.
