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Especial Vinhos Verdes
Vercoope (PDF)
Dimensão nos Vinhos Verdes

Enquanto pólo aglutinador do movimento cooperativo na região dos vinhos verdes, a missão da Vercoope tem ganho uma relevância preponderante. Por isso, novas parcerias se perfilam, num mercado cada vez mais exigente. Esse crescimento obriga ainda à realização de investimentos de fundo.

Reportagem: Marc Barros

A criação de economias de escala na região dos vinhos verdes, através da agregação das adegas cooperativas, tem sido um dos papéis mais relevantes que a Vercoope vem desempenhando, na senda da sua missão original. A União das Adegas Cooperativas da Região dos Vinhos Verdes foi criada em 1964, com o objectivo de concentrar os esforços necessários, em primeiro lugar, ao engarrafamento, distribuição e venda dos vinhos dos seus associados, proporcionando uma valorização justa pelo seu esforço, mas igualmente, por outro lado, apoiar a conservação e tipicidade dos vinhos verdes, a preços considerados acessíveis pelos consumidores.
Situada em Agrela, Santo Tirso, a Vercoope é hoje uma das maiores empresas da região, com 50 colaboradores, e representa entre 4000 a 5000 viticultores, numa área total de produção vitícola que ronda a mesma dimensão.
Englobando as Adegas Cooperativas de Amarante, Braga (Cavagri), Guimarães, Famalicão, Felgueiras, Paredes e Vale de Cambra, a Vercoope constitui-se hoje como um dos pilares essenciais na estrutura das associadas, ao criar um importante canal de comercialização para os seus vinhos, quer através de marcas próprias (Via Latina, Pavão e Vercoope), quer das marcas das suas associadas.
O presidente daquela entidade, Basto Gonçalves, destacou este papel aglutinador, que foi recentemente posto à prova com o processo de fusão da Adega Cooperativa de Vila Verde, Amares, Póvoa de Lanhoso e Terras de Bouro com a Cavagri, numa estrutura que integra a Vercoope. Como importante mais-valia está o facto de “a Cavagri ter apostado na construção de uma adega de raiz, que está já concluída, de forma a permitir que a última vindima fosse realizada nas novas instalações”. Esse aspecto revela-se de grande importância na qualidade dos vinhos recepcionados. O presidente da Vercoope assinala a inevitabilidade deste movimento, que poderá “alargar-se a outras adegas, mas que ainda não se concretizou”.

Investimentos em nova linha de engarrafamento

A Vercoope levou ainda a cabo avultados investimentos nas suas infra-estruturas e equipamentos, traduzidos num volume global de 3,5 milhões de euros, dos quais 830 mil euros comparticipados pelo Estado. Desta forma, nas suas instalações com cerca de 7500 m2 de área coberta, foram totalmente renovados o piso e o telhado, bem como adquirida e instalada uma moderna e completa linha de engarrafamento de brancos, a qual, segundo Casimiro Alves, director comercial da empresa, permite “uma maior capacidade de resposta para grandes volumes”, ao permitir engarrafar 8 a 10 mil garrafas por hora.
Este investimento, salienta Basto Gonçalves, incluiu ainda a adopção do sistema HACCP, estando ainda em curso o processo de certificação segundo a norma ISO 9001:2005, o qual deverá estar concluído “até final do ano” e abrangerá todos os procedimentos da adega, quer a nível produtivo, quer administrativo.
Desta forma, a Vercoope possui, nas suas instalações, capacidade para engarrafar 10 a 12 milhões de litros anuais, sendo que “o volume de vinho trabalhado actualmente ronda os sete milhões de litros”, disse Basto Gonçalves. Ou seja, a empresa tem a possibilidade de aumentar consideravelmente o volume de vinhos que recebe e labora, estando assim preparada para receber novos associados no seu seio.

Aposta na marca Via Latina

A Vercoope ocupa actualmente uma quota de mercado de 12 a 14% no sector dos vinhos verdes, referiu Casimiro Alves. As suas três marcas encontram diferentes posicionamentos no mercado, sendo que a marca Via Latina é aquela que garante “maior valor acrescentado por garrafa”. Revelando que a nova imagem, adoptada em 2006, “foi muito bem aceite pelo mercado, depois de um reajuste do preço e a adopção de uma garrafa mais nobre”, Casimiro Alves sublinhou que anualmente são lançadas cerca de um milhão de garrafas em três referências: dois monocasta, Alvarinho e Loureiro, e um vinho verde de lote.
E, se do vinho varietal Loureiro são produzidas cerca de 300 mil unidades, quanto ao Alvarinho o volume engarrafado é substancialmente inferior, na ordem das 20 mil garrafas. Contudo, o seu valor vai muito para além do número de unidades, esclarece Basto Gonçalves, pois este “é engarrafado sobretudo por uma questão de imagem”, já que “todos nos pedem Alvarinho e consegue abrir portas para colocarmos outras referências”. Como prova, está o facto de 50% deste vinho ser exportado. No seu conjunto, a marca Via Latina representa 1,6 milhões de euros no volume de vendas da Vercoope que, em 2008, registou uma facturação de 7,5 milhões de euros.
Por outro lado, a importância do vinho engarrafado tem vindo a crescer substancialmente nas contas desta união, uma vez que “crescemos as vendas na garrafa de 0,75l, por substituição na garrafa de litro e no garrafão”, disse Casimiro Alves. Por seu turno, as vendas de bag in box rondam já 10% do volume global. Porém, Basto Gonçalves sublinhou a dificuldade para crescer neste segmento, uma vez que a própria embalagem cria dificuldades ao acondicionamento destes vinhos, dada a presença natural do gás.
Se, no global, Basto Gonçalves reconhece que a região poderá sofrer quebras nas vendas no decurso de 2009, por outro lado salienta que ainda é cedo para avançar previsões. Porém, no caso da Vercoope, as vendas têm-se mantido regulares, sustenta.
Para esse facto contará certamente o desempenho nos mercados externos, que representam já 10% do volume de vendas e onde a Vercoope pretende continuar a crescer. Segundo Casimiro Alves, os mercados mais importantes são “EUA, Angola e Noruega, graças ao excelente desempenho da marca Via Latina, sobretudo o monocasta Loureiro”. No que se refere ao mercado norueguês, o responsável comercial enfatiza o desempenho no posicionamento desta marca pois, por se tratar de um país cuja importação de vinhos é decidida pelo Estado, a sua continuidade no mercado deve-se às performances nas vendas. E, nesse campo, o Via Latina “foi a marca portuguesa mais vendida a nível de vinhos brancos em 2008”, disse Casimiro Alves, num exemplo de sustentabilidade e visão que tornaram a Vercoope num dos maiores players da região dos vinhos verdes. •

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Especial Vinhos Verdes
Quinta da Lixa (PDF)
Paixão pelos Vinhos Verdes

A paixão da família Meireles pelos vinhos verdes esteve na origem desta empresa vinícola e conduziu a Quinta da Lixa ao patamar actual. Essa mesma paixão pode ser encontrada em novos segmentos, como o enoturismo, que em breve dará um novo fôlego à região. 

Reportagem: Marc Barros

Um apelo mais forte da tradicional cultura de vinha e uma visão moderna e empresarial do sector materializaram a paixão que desde sempre norteou a família Meireles, pelo menos no que aos vinhos verdes se refere.
Presente em diversas áreas do mundo empresarial, esta família que já era proprietária de vinhedos localizados em redor da pequena vila da Lixa, em Felgueiras, decidiu, em 1986, apostar na criação de uma empresa de pequena dimensão capaz de dar destino adequado aos vinhos nascidos nas suas propriedades. A então Soporvin – Sociedade Portuguesa de Vinhos, foi criada numa lógica de aproveitamento de sinergias, dando corpo à visão empresarial que a família depositava no sector, à semelhança dos outros negócios em que estava envolvida.
Inicialmente, o vinho produzido era vendido a granel, sobretudo para a Adega Cooperativa de Felgueiras, mas também para outras empresas conceituadas da região. A percepção do elevado patamar de qualidade dos vinhos que comercializava mostrou que o caminho a seguir era outro: criar uma marca própria, engarrafar e comercializar os seus vinhos, numa lógica de aproveitamento das mais-valias que daí resultariam.
E resultaram. Criada a marca Quinta da Lixa, depois de adquirida a propriedade que dá o nome à empresa, foi decidido avançar para a renovação das suas instalações e adega, com o objectivo de aumentar a produção. A sua capacidade de vinificação actual ascende a três milhões de litros.

Gestão empresarial e responsabilidade social

Óscar Meireles é director geral da Quinta da Lixa e, dos irmãos Meireles, aquele que gere diariamente a empresa vitivinícola. Mas a tradição já passou para as gerações seguintes. Diana Meireles, filha do responsável da empresa e licenciada em Engenharia Alimentar, é a responsável pelo departamento de qualidade.
No total, a empresa detém 42 hectares de vinha, dos quais sete na própria Quinta da Lixa, 20 hectares na Quinta de Sanguinhedo, adquirida em 1999, e os restantes dispersos pelas várias propriedades localizadas na Lixa, nas franjas da própria sede, como a Quinta de Tarrio, Quinta da Corredoura, Quinta de Coveiros e Quinta das Maias. Esta rede de proximidade deve-se à vontade de “aproveitar sinergias”, mantendo a capacidade “de rodar pessoal entre as várias quintas”, contribuindo para a redução de custos, explica o seu gestor.
A empresa continua a aprofundar a sua estratégia, pretendendo adquirir novas propriedades e plantar vinhas novas. “Este ano serão oito hectares e no próximo está previsto arrancar com a replantação de mais oito hectares”. Desta forma, resume, “alargamos a área de produção”. Dentro de três anos, a empresa espera deter 60 hectares de vinhas próprias, sendo que a área actual representa 35% da produção total.
A Quinta da Lixa tem por isso contratos estabelecidos com alguns produtores da região para fornecimento de uvas. Todo o apoio técnico é dado pela empresa, que controla assim a qualidade das uvas que adquire e vinifica.
E se, no que toca à viticultura, a aposta nas castas autóctones da região, como a Azal, Avesso ou Loureiro seria inevitável, a Quinta da Lixa alberga já, nas suas propriedades, algumas castas que poderão, a curto prazo, ditar novos vinhos ou novos lotes, para juntar à diversidade de referências que coloca no mercado. Assim, a um hectare de Riesling – plantado para estudar a adaptação da casta e o seu perfil ao terroir da Lixa, como explica o enólogo Carlos Teixeira, juntam-se seis hectares de Alvarinho (para lotear, dada a sua complexidade, estrutura e longevidade), e dois hectares de Touriga Nacional, entre outras experiências.
A produção média da Quinta da Lixa ronda os 2,5 a 3 milhões kgs/uva anuais, de onde surgem 2 a 2,5 milhões de litros/ano. Óscar Meireles recorda que 2008 foi um ano “difícil em termos quantitativos, com uma quebra assinalável que teve que ser compensada com idas ao mercado”, mas em termos qualitativos foi um ano de excelente nível.
Sobre este tema, frisa, “temos que ter consciência que os preços praticados no viticultor eram desequilibrados. O produtor precisava de mais dinheiro” e, com este cenário de quebra, “houve um equilíbrio de preços” e, aspecto mais importante, disse, “começámos a criar condições ao viticultor para melhorar a sua matéria-prima”.
Esta visão de responsabilidade social acompanha a gestão da empresa: “É esse o nosso objectivo, de forma que, no final, os nossos vinhos possam ombrear com quaisquer vinhos brancos do mundo. Hoje, vemos que qualquer produtor da região tem condições para competir de igual para igual em qualquer concurso do mundo”. Com efeito, no espaço de cinco anos, a Quinta da Lixa arrecadou mais de 200 prémios internacionais.

O desafio dos monocasta

Às marcas inicialmente lançadas – Terras do Minho, Quinta da Lixa, Monsenhor, Vinha Real e QL -, juntaram-se no virar do século novas referências que demonstram o arrojo da empresa e a paixão com que encaram o negócio: a diversificação dos seus vinhos recai no lançamento dos primeiros vinhos varietais da vindima de 2000, assim como nos vinhos datados. Uma vez que as “vinificações são feitas por casta”, desde logo ficou assente que “a sua qualidade poderia fazer-se valer por si no mercado”, explica Óscar Meireles.
Reconhecendo que esta não é uma tradição na região, o lançamento dos monocasta “surge depois da conversão da vinha feita em 1987 e 1992, quando nos apercebemos que várias castas como a Azal, Arinto, Trajadura e Loureiro, tinham capacidade para se fazerem valer por si”. Estes monocasta foram primeiramente lançados em 1993, “para testes junto do consumidor”, mantendo-se no mercado três monocasta brancos” – Alvarinho (este vinificado em parceria com um produtor de Melgaço), Loureiro e Trajadura nos brancos e Vinhão nos tintos.
Actualmente, são colocadas no mercado 250 a 300 mil garrafas de Quinta da Lixa Loureiro e 150 mil de Quinta da Lixa Trajadura. “São vinhos de nicho, mas temos aumentado ligeiramente neste segmento. É um mercado muito recente, exceptuando o Alvarinho”. O Loureiro, afirma, tem já um grande reconhecimento no mercado, sobretudo a nível internacional. Por sua vez, o Trajadura, “juntamente com o Treixadura espanhol, está a crescer”. Falta saber, questiona Óscar Meireles, “quem puxa por quem”.
Em 2004 é lançado o Espumante Quinta da Lixa, fruto do reconhecimento das capacidades da região na espumantização dos seus vinhos verdes. Este é produzido com base nas castas Arinto e Avesso. Trata-se de “um produto que está a crescer, mas é ainda um mercado muito jovem”.

Diversificar os mercados

As marcas da Quinta da Lixa são direccionadas para vários segmentos: algumas exclusivas para o canal Horeca, como o QL e o Quinta da Lixa. Por outro lado, nota Óscar Meireles, “é necessário efectuar um reforço da presença na grande distribuição, pois uma grande quota do consumo de vinhos está a ser transferida dos restaurantes para as casas dos consumidores”.
Portugal representa cerca de 60% das vendas da empresa. “Em algumas zonas temos sentido dificuldades em evoluir, sobretudo a sul, pois as marcas mais fortes têm uma presença mais vincada. Estamos a tentar inverter essa tendência, mas temos que reconhecer que é um crescimento muito lento”. Uma das apostas da empresa passa pela ligação à gastronomia, com receitas preparadas pelo chefe Hélio Loureiro especificamente para cada vinho e disponibilizadas no seu portal de Internet e nos contra-rótulos das garrafas.
Por seu turno, os mercados externos absorvem 40% das vendas. Trata-se de “uma aposta ganha e que muito nos satisfaz”. O início deste trabalho, recorda Óscar Meireles, “foi difícil, com retorno muito lento, e só nos últimos quatro anos temos vindo a receber os frutos desse esforço”. Isto porque “há dez anos atrás os vinhos portugueses eram mal trabalhados no exterior, onde cada qual agia por si, sem união de esforços. Creio que essa mentalidade tem vindo a mudar, com maior profissionalismo, e sentimos que a imagem de Portugal e dos vinhos verdes está a melhorar muito”, realça.
Entre os mercados mais importantes contam-se os EUA, Canadá, Brasil, França, Alemanha, Holanda, Suécia, Dinamarca e China, que “poderá vir a ser importante se for criada uma maior continuidade nas vendas”. Angola também evoluirá, assegura, mas actualmente “está a crescer muito nos tintos”. Neste segmento podem ser importantes os vinhos do Douro que a Quinta da Lixa engarrafa e comercializa, para juntar às suas sinergias na vertente comercial, com a marca Heitor. Mas para já estes são direccionados sobretudo para o mercado nacional, “para juntar aos nossos pacotes, juntamente com outros produtos, como mel, compotas ou queijos”. Actualmente são lançadas cerca de 30 mil garrafas, a que se junta uma nova marca do Douro, Muxagata.
Um esforço de diversificação onde as palavras-chave são, segundo Óscar Meireles, “sinergia” e “paixão”, em que uma não pode ser dissociada da outra. Só assim se conseguem resultados positivos, como o exemplo que a Quinta da Lixa tem dado. •

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Especial Vinhos Verdes
Adega Cooperativa de Guimarães (PDF)
Um exemplo de renovação

Foi com os olhos postos no futuro que a Adega Cooperativa de Guimarães encetou uma profunda renovação, fruto de um intenso trabalho na relação com os viticultores, na melhoria da qualidade dos seus vinhos e na reformulação da imagem. Os próximos investimentos envolvem a aquisição de área vitícola e a produção própria.

Reportagem: Marc Barros

A profunda renovação imprimida à operação da Adega Cooperativa de Guimarães é um exemplo para o sector cooperativo português e a prova que, com empenho e dedicação de todos os seus responsáveis, desde técnicos a cooperantes, o sector pode ter um futuro risonho pela frente.
Quando a Nectar visitou pela primeira vez esta adega (ver edição Ed. 46/47 Nov./Dez 2006), estava em fase de conclusão um investimento que a dotou da capacidade de vinificar um milhão de quilos de uva, no total de 750 mil litros anuais de vinhos, mas passível de aumentar esta produção em 320 mil litros.
Deste investimento resultou uma nova marca – Praça de S. Tiago -, cujo sucesso ficou patente logo no seu arranque, ao arrecadar várias medalhas no concurso da CVRVV. O mercado correspondeu da melhor maneira a este desafio. À marca Praça de S.Tiago, direccionada para um segmento superior, nas vertentes branco, Vinhão e rosado feito com a casta Espadeiro, juntou-se mais tarde o Praça de S.Tiago Reserva.
Este resulta da fermentação de Arinto em carvalho, “com excelentes resultados mas que pretende apenas ser a nossa bandeira. É uma aposta ganha e para continuar, mas em regime de pequenas produções”, explicou Sequeira Braga, presidente da instituição. Esta casta foi a escolhida “pela sua nobreza, de maior complexidade e que atinge maior grau alcoólico, servindo bem as exigências da madeira”. O seu lançamento teve como objectivo “ser uma referência que possa ombrear com outros brancos do mundo, mantendo as principais características do que é um vinho verde”.
Quanto aos rosés, o mercado “tem recebido muito bem este novo produto, com crescimentos assinaláveis, mas parte de uma base muito reduzida. Julgamos ser uma excelente alternativa aos tintos, num futuro próximo mas não imediato”.
O futuro próximo, porém, não passará pelo lançamento de novas marcas: “Julgamos que o caminho não é dispersar a oferta em múltiplas referências, mas concentrar todo o esforço na consolidação das actuais marcas e referências cujo lançamento foi focado em dois canais: distribuição e Horeca e dois mercados alvo, consumidor médio e médio/alto. Nessa linha, procedemos a um refreshing da rotulagem do nosso Praça de S. Tiago Colheita Seleccionada branco, para uma imagem mais leve, jovem e moderna, respondendo assim à procura”.
A Adega de Guimarães é ainda associada da Vercoope, através da qual comercializa um volume substancial da sua produção. Aliás, Sequeira Braga é membro do corpo directivo daquela entidade e não descura o papel importante que joga na região, pela capacidade de aglutinação de vários parceiros cooperativos e de comercialização dos seus vinhos.

A experiência Alvarinho

A ambição da Adega de Guimarães em crescer e a vontade de experimentar novos rumos não se fica por aqui. A Adega Cooperativa de Guimarães está a implementar “as primeiras plantações de Alvarinho, pelo que teremos que aguardar pelas primeiras uvas lá para 2012”. No entanto, refere Sequeira Braga, “estamos certos de que esta casta que tão bons resultados tem dado na Estremadura, no Alentejo, na Nova Zelândia e na vizinha Galiza, também será capaz de produzir excelentes vinhos na região dos Vinhos Verdes. Será com certeza uma extraordinária mais-valia para a região”, confia.
Os investimentos sucederam-se e, “depois do investimento inicial de cerca de 2,5 milhões de euros entre 1999 a 2001, tivemos uma segunda fase de investimentos, mais reduzidos, entre 2004 e 2007, na ordem dos 100 mil euros, para atingir a actual capacidade de laboração com total conforto e garantindo elevados padrões de qualidade na vinificação”.

Renovação vitícola

A Adega de Guimarães possui 120 associados activos, englobando uma área de produção que ronda os 250 hectares. O trabalho desenvolvido na viticultura prossegue, através de “um departamento técnico para acompanhar e apoiar todas as fases da viticultura desde a plantação”. Desde 2000, a adega apoiou a reconversão de 140 ha de vinha através do VITIS.
A este esforço, junta-se a formação profissional dos operadores nas diversas tarefas (poda, fitossanidade, determinação de data de colheita) e a introdução nos associados de conceitos como o enrelvamento da vinha e a difusão da condução através do cordão simples. “Fundamentalmente”, esclarece Sequeira Braga, “a produção passou a ser feita com a preocupação de fornecer ao mercado, através da cooperativa, o que o mercado está disposto a comprar”. Não obstante, “ainda se mantêm alguns produtores com sistemas de condução tradicionais”, nomeadamente em altura, mas “em quantidade residual e sobretudo com tintos. O VITIS alterou substancialmente esta realidade. Economicamente são inviáveis, embora etnograficamente muito interessantes”.
Foi ainda introduzido um procedimento de recepção de uvas e calendário de entregas por castas, sendo hoje “um pilar da nossa política”. Também a fixação de preço e prazo de pagamento antes da vindima faz parte da política desta empresa cooperativa, “estando todas as nossas obrigações perante produtores e demais fornecedores cumprida”.
Os preços pagos por kg/uva são variáveis “em função do tipo e qualidade da uva entregue”. Em 2008, oscilaram entre 0,25 e 0,45euros/kg. O ano passado foi ainda introduzido um “Bónus de Fidelidade“ a ser pago por quilo de uva entregue pelo associado em função da entrega, ou não, de uvas na campanha anterior. “Aqueles que o fizeram contribuíram para o enriquecimento da organização e têm assim uma descriminação positiva em relação àqueles que optaram por dar outro destino às suas produções”, explicou o presidente da adega.

Recorde de resultados

Os resultados desta estratégia estão à vista: “Em termos nacionais, 2008 foi outro ano de recordes de vendas. Passamos largamente a “barreira psicológica” das 100 mil unidades. A exportação é ainda residual mas representa já cerca de 5% das vendas de engarrafados”. Este segmento “tem crescido sustentadamente e, em 2009, abrimos uma nova frente na Alemanha, país onde julgamos ter grande potencial de crescimento, não só pelo mercado, mas também pela qualidade do parceiro no terreno”.
O volume de negócios global em 2008 foi ligeiramente superior aos 400 mil euros, um novo recorde da empresa, e as perspectivas para 2009 “apontam num crescimento de 6% em facturação”.
Para além disto, a Adega de Guimarães continua a pensar realizar um investimento em enoturismo, com o plantio de vinha na propriedade e a recuperação de várias casas agrícolas para realização de provas, museu, auditório, bar de apoio e esplanada. “Embora não esteja esquecido, de momento está adormecido”. Mas, pelo que vemos do trabalho desenvolvido nesta adega, pode despertar a qualquer momento. Tal como o fez, com enorme sucesso, a própria Adega Cooperativa de Guimarães. •

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Especial Vinhos Verdes
Adega Cooperativa de Ponte de Lima (PDF)
Na encruzilhada do futuro

Em plena comemoração do seu cinquentenário, a Adega Cooperativa de Ponte de Lima ambiciona virar uma página e trilhar novos caminhos, assente numa cultura mais voltada para o mercado. Protagonista dessa missão é a casta Loureiro.

Reportagem: Marc Barros

A sub-região do Lima é talvez a localização, no conjunto da região dos vinhos verdes, a que a casta Loureiro melhor se adaptou e encontrou as condições para expressar todas as suas características (ver caixa). Não será por isso de estranhar que esta casta constitua uma das armas preferenciais da Adega Cooperativa de Ponte de Lima (ACPL) para enfrentar os desafios do mercado. A outra será, como nos disse a presidente daquela entidade, Maria Celeste Patrocínio, uma “cultura empresarial” mais vincada, sem no entanto descurar a sua componente social.
Os desafios que se colocam são tanto maiores quanto a longevidade desta instituição de referência no próprio concelho de Ponte de Lima, mas também na região dos vinhos verdes. Em ano de comemoração, a Adega de Ponte de Lima encontra-se numa encruzilhada, perspectivando novos caminhos mas sem perder de vista as lições do passado.
Maria Celeste Patrocínio frisou isso mesmo, ao dizer que “a adega tem uma componente social importante, pois é talvez um dos maiores empregadores do concelho”, com 30 colaboradores, mas também fonte de rendimento para os cerca de 2000 produtores associados que aí entregam uvas, sendo que a esmagadora maioria pratica uma agricultura de minifúndio. Não obstante, sustenta, a Adega de Ponte de Lima “é uma empresa e tem que ser gerida como tal”. Assim sendo, “é fundamental que a adega possa adoptar uma cultura empresarial”, algo que, reconhece, “demora um pouco”.
Até porque aquela responsável iniciou funções há pouco mais de um ano, depois de convidada para liderar um projecto de renovação da instituição, e foi já sujeita a um processo eleitoral que deu ainda mais força à sua equipa e à estratégia que pretende implementar. Os primeiros resultados estão à vista: depois de vários anos consecutivos com resultados negativos, a ACPL registou, no exercício de 2008, um resultado positivo de 620 mil euros e, talvez mais importante, uma substancial redução da dívida aos cooperadores.
Como foi possível essa inversão em tão curto espaço de tempo? Por um lado, explicou a responsável da adega, “pelo crescimento das vendas nos produtos engarrafados e pelo aumento do seu valor” em detrimento do vinho a granel (que, em 2007, representara ainda mais de 50% das vendas) e, por outro, por uma redução de custos que envolveu um feroz combate ao desperdício.
Em termos gerais, a Adega de Ponte de Lima vendeu 3,39 milhões de litros pelo valor final de 3,84 milhões de euros. Destes, 858 mil litros corresponderam a vendas de vinho a granel, pelo valor de 196 mil euros, contra 2,53 milhões de litros de vinho engarrafados, num volume de 3,64 milhões de euros. Face a 2007, segundo os dados da ACPL, verificou-se um crescimento de 17% em valor na garrafa e um aumento do preço médio por litro de 25,6%, passando de 1,15 euros/litro para 1,44 euros/litro. O preço médio global subiu dos 0,61 euros para 1,13 euros/litros, num crescimento de 86,9%.

Os vinhos como segredo do sucesso

Números à parte, ficam os dados de uma importante recuperação e da viabilização económica e financeira da adega. Para além do papel da direcção, são os vinhos os principais responsáveis por este “pequeno milagre”.
Com as marcas da Adega Cooperativa de Ponte de Lima são colocados vinhos de grande qualidade e, sobretudo, de forte notoriedade no mercado, como o branco clássico e o branco adamado, ambos elaborados com base na casta Loureiro e beneficiados com harmonia organoléptica pelas castas Trajadura e Pedernã (nome regional do Arinto).
No caso do vinho adamado, com um teor de açúcar mais elevado, a adega vai ao encontro de um segmento de mercado cada vez mais importante – o feminino. Daí não ser de estranhar o contínuo crescimento das suas vendas. Para os apreciadores das virtudes da casta Loureiro, a adega coloca ainda no mercado um monocasta Loureiro, que encontra “um terroir de excepção em Ponte de Lima”, refere Celeste Patrocínio.
Para além destes brancos, a Adega engarrafa ainda um verde tinto de grande fama, elaborado a partir de uvas das castas Vinhão, Borraçal e Espadeiro, entre outras, e o monocasta Vinhão, este para um segmento mais elevado. Este último fez parte do lançamento de novas referências lançadas pela Adega de Ponte de Lima em 2005/2006, data em que a sua imagem foi renovada, bem como o Loureiro colheita seleccionada. A presidente da empresa adiantou ainda que, tanto o tinto como o monocasta Vinhão têm “bom acolhimento nos mercados fora da região, com presença na distribuição a nível nacional e na restauração”.
Também num segmento de nicho, mas de importante valor acrescentado, situa-se a aguardente vínica da adega, estando previsto o enchimento de duas mil garrafas para uma edição comemorativa dos 50 anos.

A importância das “pequenas coisas”

Com uma área coberta de 12.500 m2, a ACPL tem capacidade instalada para vinificar mais de 15 milhões de litros, sendo que a média actual ronda os cinco milhões, dos quais 1,75 milhões de tintos. Assim sendo, existe potencial para uma nova área de negócio, que passa pela vinificação de vinhos de outras empresas, aproveitando possíveis sinergias e rentabilizando os seus equipamentos.
A exportação representa apenas 5% do volume global, com destaque para EUA, Canadá, Noruega, França e Suíça. Neste último, aliás, Celeste Patrocínio ressalta os bons resultados obtidos em 2008, sobretudo por altura da realização do Campeonato Europeu de Futebol. E não tem dúvidas ao afirmar: “Quanto mais longe fosse Portugal na competição, mais vinho a adega exportava para a Suíça”.
O optimismo e a perseverança são, aliás, característicos nesta limiana com fortes vínculos às suas origens, mesmo quando o seu percurso académico e profissional a levou para outras paragens. Licenciada em Direito pela Universidade de Lisboa, fez o seu percurso profissional ligado à gestão no ensino superior, tendo sido, entre outros, administradora da Universidade do Algarve. A ligação a Ponte de Lima e o desafio que lhe foi colocado para presidir aos destinos da ACPL levou-a ainda a cursar Comunicação Internacional Vinícola no Instituto Politécnico de Viana.
A tarefa que tem entre mãos é, assegura, árdua mas compensadora: “É um trabalho de persistência, um esforço do quotidiano”, onde o mais difícil, revela, é “mudar a cultura, as pequenas coisas”. Por isso, dá grande enfoque à redução de custos, que passam, entre outros, “pelo corte nas despesas de vindima com pessoal e outras, já implementada no ano anterior”, e pela “valorização das nossas uvas, que continuou este ano, em função do grau e da casta”.
E é com indisfarçável orgulho que nos conta que a ACPL foi a primeira certificada a nível nacional e que nos apresenta as medalhas conquistadas pelos seus vinhos, como os últimos bronzes para o Loureiro Selecção 2008 no Challenge International du Vin e no Wine Masters Challenge. •

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Especial Vinhos Verdes
Adega Cooperativa de Monção (PDF)
Prossegue estratégia de investimento

Depois de comemorados os 50 anos de existência, a Adega Cooperativa de Monção prepara-se para outros desafios. Novos investimentos e novas referências no mercado marcam a estratégia deste gigante dos vinhos verdes.

Reportagem: Marc Barros

Quando o tema é “casos de sucesso” no sector cooperativo, a Adega Cooperativa de Monção é um dos exemplos que salta de imediato à mente. É um caso paradigmático de gestão e profissionalismo, sem nunca perder de vista as suas origens e, bem assim, a responsabilidade social para com a comunidade em que se insere.
Depois da viragem dos 50 anos, a Adega Cooperativa de Monção olha com optimismo para o futuro. Mas, como este está apenas ao virar da esquina (e sabendo que, neste mundo dos vinhos, as mudanças são rápidas como um piscar de olhos), novos projectos e estratégias estão a ser definidos, e novos rumos e mercados estão a ser traçados.
Com a conclusão e entrada em operação da quarta fase de ampliação das instalações da adega, num investimento de 6,5 milhões de euros que foi inaugurado no decurso das comemorações do seu cinquentenário, o presidente da Adega Cooperativa de Monção, Antonino Barbosa, confidenciou que está previsto um novo projecto “para aquisição de novas cubas de fermentação”, bem como de “uma nova linha de engarrafamento para espumantes e restante maquinaria para a sua elaboração”. O presidente daquela instituição revelou ainda aguardar “o reembolso de 70% do investimento realizado em 2007, na ordem dos dois milhões de euros”.
A candidatura ao Programa de Desenvolvimento Rural do Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas, no valor de 2,6 milhões de euros, “visa a construção de um armazém de produto acabado, linha completa para espumantes, melhorias no frio, investimentos em equipamento de laboratório e em fermentação de vinho branco”. O objectivo do investimento é iniciar a produção de espumante em escala e dotar a Adega Cooperativa de Monção de maior flexibilidade produtiva, explica.
Ou seja, a compra de cubas vem no sentido, “não do aumento de capacidade de produção de vinhos”, mas na resolução de dificuldades levantadas aquando das fermentações pois, “embora tenhamos cubas para fermentação de 20 milhões de litros, nunca utilizamos em pleno esta capacidade, pois convém que, durante as vinificações, as cubas nunca sejam cheias na sua totalidade”.
Nesse aspecto, adiantou Antonino Barbosa, “podemos ter dificuldades em alguns anos de muita produção, algo que não se verificou em 2008 e 2007”, dada a quebra verificada. Na última campanha, a Adega de Monção produziu 4,5 milhões de litros, menos dois milhões que em 2007. Exportação em crescimento

 

Há 51 anos atrás, a Adega Cooperativa de Monção foi fundada por iniciativa de 24 viticultores. A evolução foi positiva e constante, ao longo dos anos. Em 1962 contava com 62 associados, em 1992 com 855, em 1993 ultrapassou a fasquia dos mil, em 2006 com 1585 associados e em 2009 com 1800.
A adesão cada vez maior de cooperantes da sub-região de Monção, incluindo os concelhos de Monção e Melgaço, levou os viticultores ao plantio de vinhas em terrenos mais apropriados e a uma mais criteriosa selecção de porta enxertos e das castas recomendadas para a sub-região: o Alvarinho e a Trajadura para os brancos e o Vinhão, o Pedral e o Alvarelhão para os tintos.
Actualmente, a Adega de Monção representa cerca de 65% do vinho Alvarinho produzido na região. Dada a crescente dimensão deste universo, aquela cooperativa tem encorajado a reconversão das vinhas, com o consequente aumento de produção.
Como antigo funcionário das Finanças, Antonino Barbosa garante que as contas da estrutura a que preside “estão em dia”, algo que não é muito comum no panorama cooperativo nacional. Tal fenómeno deve-se a “uma gestão profissional, mantendo a vocação social” que desde sempre norteou estas empresas.
A evolução tecnológica e social reflectiu-se também na produção, representando um crescimento contínuo. Se em 1990 a Adega de Monção facturava 1,5 milhões de euros, em 2008, as vendas atingiram o maior valor de sempre, com 12,4 milhões de euros.
Do volume total de vendas, 20% devem-se aos mercados externos. “Tivemos em 2008 um ligeiro crescimento na exportação, com a penetração em novos mercados, mas também o crescimento de quota nos mercados onde já estávamos implantados”. Nestes casos incluem-se Angola (onde a marca Muralhas de Monção se destaca), França, Brasil, EUA, Alemanha e Andorra. Antonino Barbosa destaca a importância do mercado angolano pela sua taxa de crescimento, como “um bom mercado que tem que ser bem aproveitado, pois encontra-se fortemente capitalizado e paga antecipadamente”.

Muralhas diversifica

As inovações da Adega de Monção alastram-se igualmente à oferta de novos produtos. Aproveitando o sucesso e notoriedade da marca, foram lançados em 2008, como parte de uma experiência, 10 mil garrafas do primeiro espumante da sua leva, com a marca Muralhas de Monção. Trata-se de um espumante 100% Alvarinho, que surge na senda de uma crescente espumantização desta casta. Também por essa razão, “este ano engarrafamos 30 mil garrafas e queremos continuar a crescer ano após ano, até respondermos aos pedidos do mercado”. Para além deste espumante branco, a cooperativa colocou no mercado o Adega de Monção Tinto.
Com a mesma base de vinhos, a adega lançou ainda, em 2008, com grande sucesso, o rosado da marca Muralhas de Monção, “elaborado a partir dos lotes tintos que produzimos na adega e que contrabalançam a quebra que se vem sentido ano após ano nas vendas de tinto”, este de consumo eminentemente regional. Aliás, a marca Muralhas de Monção continua a ser o grande ex-libris da Adega de Monção, com “uma produção anual de três milhões de garrafas de 0,75 l e 500 mil de 0,37l”, resume Antonino Barbosa.
Mas como a produção da Adega de Monção não se esgota na marca Muralhas, outras referências merecem igualmente destaque, como o Alvarinho Deu-La-Deu estagiado em casco de carvalho, o Alvarinho Deu-la-Deu e as marcas Danaide branco e tinto e Adega de Monção branco e tinto. De fora, pela sua qualidade e tipicidade, não poderiam ficar as aguardentes, como prova da capacidade de diversificação e perspectiva de um dos melhores exemplos do cooperativismo nacional. •

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Especial – Vinhos Verdes
Um universo por descobrir (PDF)

Um trabalho de grande fôlego sobre a região dos vinhos verdes, como este que a revista Nectar apresenta aos seus leitores, envolve muito mais do que apenas o retrato dos produtores e dos seus vinhos. Isto porque a região, a maior do país em termos geográficos, encerra um vasto conjunto de pequenas e micro-regiões, cuja caracterização não se esgota no tópico dos vinhos verdes.

Texto: Marc Barros

A região é muito mais que isto: é gastronomia, é história, é cultura, é património, são gentes, formas de vida e tradições que se reportam ao código genético da própria nacionalidade. Não nos podemos esquecer, por exemplo, que foi certamente com vinho verde que D. Afonso Henriques e a sua corte celebraram a independência.
Ainda hoje, ao passear pela região, podemos constatar os reflexos desse passado na própria cultura da vinha, tradicionalmente em ramada, ocupando as orlas dos terrenos, numa agricultura típica de minifúndio, como complemento de outras culturas, como o milho ou o feijão, bem como as pequenas bouças, ou pinhais, que serviam (e servem) de “mealheiro” dos agricultores.
A região dos vinhos verdes deu já passos gigantes no sentido da optimização das produções: replantação de vinhas, novos sistemas de condução, estudo e apuramento das castas, são melhorias que representam o futuro, já presente, da região. A estes junta-se a necessidade de centrar esforços na conquista dos mercados com vinhos únicos no mundo, jovens, frescos, leves, cada vez menos sazonais.
Mas o vinho verde é também muito mais que isso: é um universo de imensos vinhos verdes, de grande diversidade, tipo, cor, aromas, variedade e castas. É a riqueza do Alvarinho, a acidez do Trajadura, o perfil aromático do Loureiro, do Avesso, do Azal, do Vinhão (esse vinho tão rico e, ao mesmo tempo, tão desconhecido, um tesouro por desenterrar…), são os novos produtos como rosés, espumantes ou colheitas tardias.
O vinho verde é também a soma dos seus produtores: as adegas cooperativas, vitais para a sustentação social e económica da região, as empresas e produtores privados, dinâmicos e fortes na abertura de novos mercados, os enólogos, responsáveis pela notória evolução qualitativa do vinho verde.
Foi este universo, tão rico e variado, que a Nectar pretendeu levar até ao leitor.
Nada melhor, para receber o Verão que se aproxima, que abrir uma garrafa de vinho verde das muitas que aqui provamos e lhe apresentamos, para celebrar a alegria de viver e o convívio que este vinho proporciona. Saúde! •

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A frescura e juventude de aromas e sabores primaveris (PDF)

Com a chegada da Primavera, os apreciadores dos produtos da Natureza, anseiam pela chegada dos aromas e sabores naturais e tradicionais dos “primores” da época.
o mesmo acontece com o vinho. 2008 foi um ano equilibrado quanto às amplitudes tÉRMICAS, o verão foi ameno e a vindima realizou-se em boas condições climáticas.
A expectativa sobre o nível qualitativo dos vinhos da colheita de 2008 é grande.
Com a chegada ao mercado dos primeiros vinhos brancos e rosados, constaTANDO-SE que são equilibrados de álcool, concentração, acidez e bem expressivos.
Hoje propomos dois vinhos brancos, com um nível qualitativo que nos agrada bastante e nos proporciona momentos de satisfação – adegaborba.pt vinho brnaco 2008 Alentejo doc da Adega Cooperativa de Borba CRL e o Fragulho Vinho Branco 2008 Douro DOC da Casa dos lagares, Soc. Agrícola e Comercial, Lda.

Texto: Bento de Carvalho – Engenheiro Agrónomo

carimbo_ok2009adegaborba.pt Vinho Branco 2008 Alentejo DOC
Adega Cooperativa de Borba

Fundada em 1955, a Adega Cooperativa de Borba é actualmente uma das mais prestigiosas adegas cooperativas do Alentejo, fruto do trabalho, esforço e investimentos realizados nos últimos 50 anos, sendo a qualidade dos seus vinhos reconhecida tanto a nível nacional como internacional.
Actualmente, a Adega Cooperativa de Borba tem 300 associados que trabalham 2200 hectares de vinha (65% de castas tintas e 35% de castas brancas) e tem um produção media anual de cerca de 14 milhões de garrafas e na colheita de 2008 receberam 9 milhões de quilos de uvas.
Adegaborba.pt vinho branco 2008 Alentejo DOC da Adega Cooperativa de Borba, CRL, foi criado com as castas Roupeiro, Tamarêz e Antão Vaz, tem um teor alcoolico de 13,0% vol. álcool, possui uma elegante cor citrina com reflexox esverdeados com aromas finos, frescos e jovens, com boa intensidade aromática, onde predominam notas florais e frutadas, proporcionando um conjunto agradável e atractivo. Jovem, com frescura na entrada da boca, é fino e elegante, equilibrado, tem boa acidez e no final é vivo, expressivo e persistente.
89 PONTOS €3,06

Foram produzidas 15.000 garrafas deste agradável vinho, o preço de venda é de €3,06 e pode ser adquirido na Makro e nas garrafeiras nacionais. Deve ser bebido a uma temperatura de 9+12ºC e combina bem com uma cataplana de peixes e mariscos.

carimbo_ok2009Fragulho Vinho Branco 2008 Douro DOC
Casa dos Lagares

A Cada dos Lagares – Sociedade Agrícola e Comercial, Lda. é uma empresa familiar que há varias gerações está ligada à vinha e ao vinho. Está situada em Cheires, na região do Douro, e a quinta onde nascem os vinhos Fragulho estende-se por 20 hectares de vinha onde se encontram as melhores castas locais, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca entre as castas tintas e Malvasia Fina e Moscatel entre as brancas, bem adaptadas aos solos de textura predominatemente xisto argiloso, à altitude (300 metros) e ao clima da região.
O Fragulho vinho branco 2008 Douro DOC da Casa dos Lagares, elaborado com as castas Malvasia Fina, Moscatel Galego e Rabigato. Apresenta 13,0% vol. álcool, tem cor citrina com tonalidades esverdeadas brilhantes, límpido, evidenciando boa expressão aromática onde predominam notas florais combinadas com aromas frutados tropicais e exóticos bem intensos e elegantes, assentes num fundo mineral. Na boca tem uma entrada viva, é estruturado e equilibrado de acidez, o frutado prolonga-se até final com carácter, é persistente e longo.
89 PONTOS €6,00

Deste expressivo vinho, da responsabilidade técnica de José Morais e Bento Morais, foram produzidas 3.000 garrafas. O PVP é de €6,00 + IVA e podem ser adquirido nos seguintes locais de comercialização: DOP (Centro Comercial Aquarona), Gaveto (Espinho), Sabores da Herdade (Leça da Palmeira) e Copo D’Uva (São João da Madeira). Para despertar toda a sua potencialidade organoléptica, vamos apreciá-lo a uma temperatura de 9-12ºC ao acompanhar um requintado arroz de Tamboril com presunto e amêijoas.

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17.º Concurso enológico internacional Vinitaly 2009 (PDF)
Moscatel de Favaios triunfa em itália

De 25 a 29 de Março, Realizou-se em Verona, a 17.ª edição do Concurso Enológico Vinitaly 2009, organizado pela Feira de Verona, com a patronage do Office Internationale de la Vigne et du Vin (O.I.V.), da Union Internationales des Oenologues e do Ministério das Políticas Agrícolas e Florestais da República italiana.

Reportagem: Bento de Carvalho

A este concurso internacional concorreram 3553 vinhos provenientes de 34 países, tendo sido eliminados 14 por não estarem de acordo com as normas do regulamento, sendo 3539 o número final dos vinhos sujeitos à apreciação e classificação, realizada através da ficha de prova da Union Internationales des Oenologues, que classifica de 0 a 100 pontos.
Os vinhos foram provados por 21 comissões de avaliação, sendo cada uma constituída por 5 provadores – 2 enólogos italianos, 1 enólogo estrangeiro e 2 jornalistas de renome internacional designados pelo Instituto Nacional do Comércio Exterior.
Em relação à atribuição das medalhas, o concurso tem um regulamento absolutamente diferente de todos os outros concursos internacionais que se realizam no “mundo do vinho”.
Os vários tipos de vinhos tranquilos e efervescentes – vinhos broncos, tintos, rosados, doces, espumantes, licorosos, etc., estão distribuídos por 28 categorias definidas no regulamento e, cada categoria de vinhos é provada e classificada por 3 comissões diferentes, de 5 elementos, que seleccionam os 4 melhores vinhos. Em cada categoria os melhores 12 vinhos seleccionados são de novo provados por 3 comissões em conjunto (15 provadores) que atribuem 1 Grande Medalha de Ouro, 1 Medalha de Ouro, 1 Medalha de Prata e 1 Medalha de Bronze e não várias medalhas como sucede com todos os outros concursos.
A todos os vinhos que obtiveram uma classificação igual ou superior a 80 pontos foi atribuída uma Grande Menção, até ao limite de 30% do número de vinhos inscritos no concurso.
O júri internacional atribuiu aos 3539 vinhos que se apresentaram a concurso, 28 Grandes Medalhas de Ouro, 27 Medalhas de Ouro, 30 Medalhas de Prata, 28 Medalhas de Bronze e 949 Grandes Menções. Portugal esteve presente com 35 vinhos e conquistou 1 Grande Medalha de Ouro, 1 Medalha de Prata, 1 Medalha de Bronze e 5 Menções de Honra.
O concurso Vinitaly é muito bem organizado, muito disciplinado, apesar de cansativo, com duas sessões de prova, uma de manhã e outra à tarde. Os escansões realizaram um excelente trabalho ao servir dum modo impecável os vinhos, tendo decantado todos os que tinham mais de 3 anos de idade. Realizaram-se 50 horas de trabalho em 5 dias e, utilizaram-se 24.000 copos e 22.000 fichas de prova. É de realçar o excelente trabalho da organização a cargo de Giuseppe Martelli que, com todo o seu saber, experiência e disciplina de trabalho prestigiou mais esta edição do Concurso Internacional Vinitaly 2009. •

Vinhos tranquilos com denominação de origem
Vinhos licorosos

Grande Medalha de Ouro
Douro VQPRD Moscatel “10 anos”
Adega Cooperativa de Favaios, CRL

Medalha de Prata
Douro VQPRD Moscatel Colheita 1989
Adega Cooperativa de Favaios, CRL

Medalha de Bronze
Douro VQPRD Moscatel Favaito
Adega Cooperativa de Favaios, CRL

Grande Menção
Madeira VQPRD Branco Boal 1978
Vinhos Justino Henriques Filhos, Lda.

Vinhos tintos tranquilos com denominação de origem
Vindimas de 2003, 2004, 2005

Grande Menção
Alentejo VQPRD Vinho Tinto Reserva 2005 “Baron de B”
BCH – Comércio de Vinhos

Vinhos Tintos tranquilos com designação geográfica
Vindimas de 2006, 2007, 2008

Grande Menção
Syrah Vinho Tinto 2007 Regional Alentejano
Casa Agrícola Cortes de Cima

Vinho Tinto Regional Alentejano “Touriga Nacional” 2007
Casa Agrícola Cortes de Cima

Vinho Tinto Regional Alentejano Reserva “Alicante Bouschet” 2007
Casa Agrícola Cortes de Cima

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Garrafeira “Vinho em qualquer circunstância” (PDF)
Um paraíso para apreciadores e amantes do vinho

O conceito do espaço não se restringe a um simples restaurante, garrafeira ou loja de produtos gourmet. Vinho em qualquer circunstância é tudo isso e muito mais: um autêntico paraíso para apreciadores e amantes do vinho que, na vila da Batalha, encontram uma casa a eles inteiramente dedicada…

Reportagem: Patrick Neves

Numa das mais turísticas e bonitas vilas da região centro, a Batalha, o histórico bar Circunstância (que existia há 16 anos) deu lugar, em Setembro de 2006, ao Vinho em qualquer circunstância – um espaço multifacetado dedicado a todos os apreciadores e amantes do vinho, criado a partir duma ideia original que junta vários conceitos num só. Localizado a cerca de 200 metros do Mosteiro de Santa Maria da Vitória e próximo das principais vias de comunicação (A1, A8 e IC2), trata-se dum local de convívio e lazer que proporciona diversas acções relacionadas com vinho que o cliente pode experimentar: provas de vinhos, degustação de petiscos e pratos tradicionais, vinho a copo, exposições, loja de vinhos, acessórios e produtos gourmet, e ainda Clube Enófilo.
Inovador em design e bom gosto, tem uma decoração pormenorizada e requintada, iluminada por enormes candeeiros em acrílico de tons fortes e quentes. No rés-do-chão, o restaurante assume o maior protagonismo, com lugares junto às enormes janelas e mesas cuidadosamente postas (incluindo cadeiras com frases e provérbios alusivos ao vinho inscritos em vidro nas costas), balcão com garrafeira refrigerada, mesas com bancos altos e uma área mais cosy, com sofá e mesas baixas. Ao fundo, a loja de vinhos e produtos gourmet tem um mostruário onde se destacam caviares, vinagres e azeites e, ao centro, um espaço lúdico integra, para além duma Biblioteca Enófila com livros, jogos, revistas, jornais e outras publicações. Todos os vinhos disponíveis na carta, cerca de 500 referências de todo o país e alguns estrangeiros, têm aconselhamento especializado e várias opções a copo, podendo ser também adquiridos na loja. As garrafas estão expostas em cubos de vidro que, no primeiro andar, assumem a função de mini garrafeiras.

Clientes compram a própria garrafeira e armazenam os seus vinhos
O piso superior foi reservado à sala de refeições e à galeria do Clube Enófilo, uma zona reservada e de acesso exclusivo, onde os clientes interessados podem adquirir a própria garrafeira e armazenar os seus vinhos. Cada garrafeira é constituída por um cubo particular, feito por alvéolos em vidro com estrutura de madeira, que servem simultaneamente de divisória e elemento decorativo.
Para se tornar sócio é necessário preencher uma ficha de adesão, posteriormente levada a apreciação pela direcção do Clube, permitindo o acesso a preços muito vantajosos no que diz respeito a vinhos e tendo, entre outros benefícios, 20% de desconto em todos os produtos da loja, assim como reduções junto dos parceiros associados. Cada membro obtém um dos 448 cubos disponíveis para armazenar as suas garrafas (que podem ser trazidas de casa ou adquiridas na loja), um cartão especial Clube Enófilo e acesso privilegiado às newsletters com todas as promoções e eventos a realizar.
Através do site www.circunstancia.com.pt o associado pode, entre outras vantagens, consultar o seu cubo, participar no fórum e fazer compras online.

Área reservada a grupos de empresas ou particulares
Para grupos de empresas ou eventos particulares está reservada uma área de provas e degustação de vinhos, de acordo com a solicitação do cliente, onde podem organizar-se reuniões e eventos com capacidade até 100 pessoas ajustados à medida das empresas. Mediante reserva, o espaço pode ser usufruído fora do horário habitual de funcionamento do estabelecimento, podendo ser uma excelente alternativa para um lanche de fim de tarde, jantar ou mesmo para uma refeição fora de horas (a cozinha encerra de segunda a quinta às 23.30 horas e, às sextas e sábados, às 24.00 horas).

A filosofia do espaço
Segundo Goretti Coelho, membro da Direcção, “os objectivos do Vinho em qualquer circunstância foram sendo alterados à medida que o espaço foi criado pois a intenção inicial era fazer uma tasca moderna. Toda a carta gastronómica foi pensada tendo em conta esse critério (sendo maioritariamente formada por petiscos, ou tapas) mas rapidamente se percebeu que o cliente que vem com alguma frequência e degusta um vinho de 60, 80 ou 120 euros prefere um prato completo e, por isso, disponibilizamos agora para além de 18 petiscos diferentes, 5 pratos de carne e 5 de peixe, que mudam trimestralmente. A ideia inicial de Alfredo Monteiro, o principal sócio do projecto e proprietário do bar Circunstância, era transformar o espaço em algo diferente e, visto que sempre foi apaixonado por vinhos, resolveu criar este projecto”.
“Para a remodelação foi contratado um gabinete de arquitectos de Porto-de-Mós, guiado por André Silva, mas grande parte da decoração fica a dever-se ao gosto pessoal de Alfredo Monteiro que tem muito jeito e já possuía em casa uma garrafeira considerável”.

Os vinhos disponíveis
Para comprar e levar para casa, deixar no cubo ou acompanhar um petisco ou refeição, o Vinho em qualquer circunstância disponibiliza cerca de 500 referências de néctares de todo o país e alguns estrangeiros (todos climatizados). “Em termos de margem de lucro o máximo que se obtém com a venda de cada vinho é 70%, e quanto mais alto é o preço menor é a percentagem cobrada. Isto permite ao cliente enófilo beber um vinho muito bom a um preço muito interessante o que de certa maneira vai fidelizar a sua presença no espaço”, explicou Goretti Coelho. “No Clube Enófilo os preços praticados são 20% abaixo daqueles que existem no restaurante havendo também vinhos muito caros que não estão inscritos na carta por existirem em quantidades muito reduzidas. Para o cliente normal existem 20 vinhos servidos a copo, entre tintos, brancos, vinhos do Porto, licorosos e vinhos de sobremesa, que mudam mensalmente e provêm de todas as regiões vinícolas portuguesas”.
Pedro Sousa, Wine Manager, disse que “a escolha para inserir vinhos na carta recai essencialmente sobre referências de pequenas produções, das quais 98% são vinhos de qualidade nacionais de todas as regiões. Temos também as marcas mais conhecidas e solicitadas, no entanto, a intenção é dar a conhecer produtos novos que vamos descobrindo, aceitando por vezes sugestões de clientes que, frequentemente, nos despertam o interesse para conhecer determinada marca ou produtor. Existem ainda vinhos de países como o Chile, Austrália ou África do Sul”.
E porque o vinho se bebe em qualquer circunstância e lugar, mas não de qualquer maneira, a atenção no serviço é redobrada: copos Riedel, bons utensílios do vinho, aconselhamento sábio e temperaturas adequadas transformam aqui as degustações em momentos vividos, únicos e, certamente, inesquecíveis… •

Garrafeira
Vinho em qualquer circunstância

Morada: Estrada de Fátima, 15 2440-901 Batalha
Tel: 244 768 777
Fax: 244 768 695
E-mail: geral@circunstancia.com.pt
Site: www.circunstancia.com.pt
Horário de Funcionamento: 2ª a 6ª das 17.00 às 00.00 h;
Sábado das 12.00 à 01.00 h; Domingo das 12.00 às 16.00 h.

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Actualização mensal dos vinhos que foram enviados para serem provados e que obtêm classificação igual ou superior a 89 pontos.

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94 pontos
Gran Cruz Porto – Cruz Porto 20 Anos – 38,40 – 72/73

92 pontos
Gran Cruz Porto – Gran Cruz Porto 40 anos – 90,00 – 72/73
Soc. Quinta do Portal – Portal Colheita 2000 Porto – 19,53 – 72/73

91 pontos
Gran Cruz Porto – Gran Cruz LBV 2003 Porto – 13,00 – 72/73
Gran Cruz Porto – Gran Cruz LBV 2004 Porto – 13,00 – 72/73
Gran Cruz Porto – Cruz Vintage 2006 Porto – 25,00 – 72/73

90 pontos
António Caetano F. Girão – Consensual Gde Escolha Tin 2005 – €20,00 – 72/73
Soc. Quinta do Portal – Qta do Portal Tinta Roriz Tin 2006 – €17,51 – 72/73
Soc. Quinta do Portal – Qta do Portal Gde Reserva Tin 2006 – €22,20 – 72/73
Soc. Quinta do Portal – Qta do Portal Vintage 2006 Porto – €43,48 – 72/73
PROVAM – Vinha Antiga Alvarinho Escolha Bra 2007 – €9,70 – 72/73
Soc. Agrícola Casal do Tojo – Catralvos Superior Moscatel 2003 – €7,50 – 72/73

89 pontos
António Caetano e Faria Girão – Consensual Gde Res. Tin 2005 – €4,50 – 72/73
Gonçalo de Sá da Bandeira – Herdade do Gamito Tinto 2006 – €9,90 – 72/73
Ervideira, Soc. Agr. Lda – Vinha D’Ervideira Col. Sel. Tinto 2007 – €5,38 – 72/73
Duorum Vinhos – Duorum Tinto 2007 – €8,00 – 72/73
J. Portugal Ramos – Vila Santa Syrah Tinto 2007 – €9,85 – 72/73
Casa dos Lagares – Fragulho Moscatel – €7,99 – 72/73
Silvio Cerveira – Colinas de S. Lourenço Espu. Bruto Nat Bra 2006 – €9,00 – 72/73
Soc. Agrícola Casal do Tojo – Lisa Bra 2007 – €2,40 – 72/73
Soc. Agrícola Casal do Tojo – Catralvos Reserva Tinto 2005 – €9,00 – 72/73

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Editorial 76

Vinhos verdes: Frescas propostas na nova estação
No auge da Primavera e com o Verão quase, quase a chegar, o calor obriga-nos por vezes a parar, encontrar uma sombra e refrescar. E, para desfrute total, nada melhor que um vinho português, branco ou rosé, servido à temperatura adequada ou, para os mais aprimorados, um espumante bruto ou um licoroso fresquinho. ler mais

J. E. APARÍCIO - Director

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